sexta-feira, 1 de maio de 2009

CARTAS DE GUERRA, de António Lobo Antunes - Parte 2




Maria de Lourdes Soares

Até ao fim do mundo


D’este viver aqui neste papel descripto: Cartas da guerra, o mais recente livro de António Lobo Antunes (Lisboa, 1942), reúne cartas enviadas pelo autor à sua mulher, entre 1971 e 1973, quando ele combateu no Leste de Angola, na fase final da guerra colonial portuguesa. Assinam o prefácio as organizadoras do volume, Maria José Lobo Antunes e Joana Lobo Antunes, filhas do casal. O projeto do livro, extremamente cuidadoso, além dos aerogramas, inclui fotografias e algumas notas, que “fazem algumas contextualizações da época e explicam parte das referências feitas nas cartas”, assim com um glossário, “que trata da linguagem relativa à África, à guerra e a alguma gíria usada nas cartas” (ANTUNES, 2005: 12).



A leitura deste livro provoca ao mesmo tempo comoção e reflexão. Comove e faz refletir já a partir do contraste entre a emanação de felicidade da fotografia da capa – um jovem casal de noivos - e os presságios de desgraça, evidenciados no subtítulo. A comoção desta foto amplia-se na foto em página dupla, referente ao aerograma de 17.5.71 (ANTUNES, 2005: 164-165), ante a beleza e desprevenida alegria das faces dos nubentes, vivendo a ilusão de um futuro que logo se quebrará. Punge pela maravilhada inocência do que está no começo, pela promessa de felicidade, pura potencialidade de ser – o casamento, a profissão, a literatura, os sonhos... -, e que irremediavelmente será atingida pelas “malhas que o império tece”, como diria Fernando Pessoa (PESSOA, 1977: 146). Toca-nos porque essa é também a nossa história, de alguma forma contemporâneos e de alguma maneira atingidos pelo monstro da guerra e pelo espectro da morte.



Os quase trezentos aerogramas do médico alferes à amada Maria José (dois dos quais dedicados à filha recém-nascida, batizada, por decisão de Lobo Antunes, com o nome da esposa) constituem “uma espécie de diário do amor ausente [aerograma de 12.11.71]” (ANTUNES, 2005: 294), um amor suspenso, em pleno vigor da juventude, adiado por contingências históricas, por uma guerra absurda e inútil como soem ser todas as guerras. Ele parte deixando para trás um casamento recém-iniciado, a esposa grávida, impedido de acompanhar a gestação, o nascimento e os primeiros meses de vida da filha. “Porque não nos deixam ser felizes? Porque nos tiram assim alguns dos melhores anos da nossa vida? [aerograma de 15.6.71]” (ANTUNES, 2005: 198).

O material epistolográfico constitui um longo e obsessivo discurso da ausência. Nas palavras de Roland Barthes, “devo infinitamente ao ausente o discurso da sua ausência; situação com efeito extraordinária; o outro está ausente como referente, presente como alocutário” (BARTHES, 1986: 29). Escrita compulsiva, praticamente diária, a tentar enunciar o amor por toda a parte, ocupando todo o espaço disponível no papel, inclusive as margens, e a suplicar angustiadamente pela pronta resposta. Ainda com Roland Barthes, esta é a dialética particular da carta de amor: “como desejo, a carta de amor espera sua resposta; ela impõe implicitamente ao outro de responder, sem o que a imagem dele se altera, se torna outra” (BARTHES, 1986: 33).



O autor dessas cartas de amor em tempo de guerra do Ultramar revela-se, portanto, um remetente apaixonado e, como tal, hiperbólico no envio de beijos e na enumeração das qualidades da amada, objeto de singulares epítetos e comparações, de que serve de exemplo o início desta longa carta-poema: “Adoro-te minha gata de Janeiro meu amor minha gazela meu miosótis minha estrela aldebaran minha amante minha Via Láctea minha filha minha mãe minha esposa (...) [aerograma de 17. 4.7] ” (ANTUNES, 2005: 131).



Quanto mais proclama a desmedida e quase insuportável dor da ausência, mais grita a dor da guerra, dor nem sempre descrita, quase abafada, controlada, por várias razões (para não afligir a esposa grávida, por não ser permitido tocar nesse assunto em aerogramas...). A saudade e o desespero crescentes tornam-se materialmente visíveis na grafia alterada do aerograma de 5.4.72, que apresenta letras imensas e algumas expressões em maiúsculas: “Tudo visto e pesado, prós e contras, VEM, VEM JÁ. Estou farto de viver sem ti. Espero apenas que me digas o dia, e que seja o mais próximo possível. Espero-te com todo amor do mundo. António” (ANTUNES, 2005: 396).

O livro põe-nos diante das fronteiras do literário: (Auto)biografia? Romance epistolar? Memórias do Ultramar? Contribui para o seu caráter híbrido o material nele incluído: algumas fotografias referidas nas cartas (registros do “viver aqui neste papel descripto” do remetente, em flagrantes de campanha, e também da destinatária, mantendo-se sempre esplendorosamente bela durante a gravidez e após o parto) e reproduções da cartilha de alfabetização do MPLA [aerograma de 1.3. 71] (ANTUNES, 2005: 70-71), que agregam à dimensão estética outras dimensões, notadamente as de cunho histórico e sócio-cultural.



O título do livro remete à literatura, mais precisamente a um trecho de uma carta de um dos poetas ligados ao grupo de Fernando Pessoa, Ângelo de Lima (Porto, 1872 - Lisboa, 1921), que viveu muitos anos internado para tratamento psiquiátrico em Hospitais do Porto e de Lisboa. Ângelo de Lima sempre foi muito apreciado por Lobo Antunes, segundo informam as organizadoras do livro, e o seu caso clínico por ele estudado, de que resultou o premiado trabalho: “Loucura e criação artística: Ângelo de Lima, poeta de Orpheu”. O titulo deste volume de cartas anteriormente havia sido escolhido por Lobo Antunes e recusado pela editora para dar nome ao que viria a ser o seu primeiro romance: Memória de elefante (1979): “o título original de Memória de Elefante era a frase final da autobiografia de Ângelo de Lima, deixo de viver aqui, neste papel onde escrevo, mas o editor disse que era muito comercial, que era muito grande” (ANTUNES, 1982). Nessa primeira escolha, portanto, já se desenhavam e entrelaçavam as duas linhas que marcariam a trajetória do autor: a sua paixão pela literatura e o seu imenso interesse pela psiquiatria.



Literatura, aliás, é um dos mais fortes temas que atravessam as missivas de António Lobo Antunes, tendo a destinatária como interlocutora privilegiada e leitora primeira de excertos de seus escritos, que incluíam também algumas tentativas poéticas. Assim, tomamos conhecimento de suas leituras, dos autores amados e detestados e, sobretudo, da sua postura sempre exigente face à literatura, inclusive diante dos próprios escritos (a ponto de pedir à mulher para deitar ao lixo alguns textos que deixara em Portugal ou de ele mesmo destruir inúmeras páginas escritas em Angola). E surpreendemo-nos a acompanhar o nascimento de um escritor, um Lobo Antunes ainda desconhecido, às voltas com a escrita do seu primeiro título, oscilando entre a euforia de quem conseguiu escrever páginas perfeitas e a convicção de que tudo precisa ser revisto ou destruído.



Há uma expressão obsessivamente reiterada em D’este viver aqui neste papel descripto, afirmando o amor “até ao fim do mundo”, figura análoga a “eu-te-amo”, que se refere ao “repetido proferimento do grito de amor”, na acepção de Roland Barthes: “eu-te-amo não é uma frase: não transmite um sentido, mas se prende a uma situação-limite: ‘aquela em que o sujeito está suspenso numa ligação especular com o outro’. É uma holofrase” (BARTHES, 1986: 97-98). Esta expressão nos remete a um dos elementos presentes no mais apaixonante dos mitos portugueses: o dos amores de D. Pedro e Inês de Castro, episódio amoroso cantado por Camões e por muitos outros poetas, ficcionistas e pintores ao longo dos séculos. Segundo conhecidas interpretações da epígrafe dos túmulos de Pedro e Inês («A:E AFIN DO MUNDO»), a inscrição pode significar “Até ao fim do mundo”, e consigna o amor eterno jurado pelos célebres amantes. Por esta razão, um dos cognomes de D. Pedro é “O-Até-ao-Fim-do-Mundo-Apaixonado” (Note-se, aliás, que os seus demais cognomes – Pedro-o-cru e Pedro-o-justiceiro – de certo modo também estão relacionados ao seu “desvario” pela linda Inês).



Parte dessa expressão – “fim do mundo” - aparece também na correspondência de Lobo Antunes enviada à amada, mas bem menos vezes e com outro sentido, não ligado às eternas juras de amor, mas ao sentido corrente em Portugal de lugar inóspito, distante da terra natal, desprovido de tudo: “Isto é o fim do mundo: pântanos e areia. A pior zona de guerra de Angola: 126 baixas no batalhão que rendemos, embora apenas com dois mortos, mas com amputações várias. Minas por todo o lado” [aerograma de 27.1.71] (ANTUNES, 2005: 29). Em suma, um lugar situado nos “cus de Judas”, expressão que dá título ao segundo romance de Lobo Antunes (1979), palco onde se desenrola o “gigantesco, inacreditável absurdo da guerra”, conforme o narrador deste livro, um ex-miliciano recém-retornado ao seu país (ANTUNES, 1984: 44).



Segundo depoimento do autor, “Curiosamente a Memória de Elefante é que era o título do livro Os Cus de Judas. Os Cus de Judas foram arranjados depois, na altura da obra sair. A expressão quer dizer traidores, para negros” (ANTUNES, 1982).



E é este sentido de traição, de dupla traição, de irreparável traição do destino (um dos possíveis nomes dos senhores da guerra), que a expressão parece sublinhar. Roubou aos amantes os melhores anos. Manchou-lhes a promessa de felicidade. Secou no escritor estreante o pendor para a poesia. Abortou sonhos. Mutilou corpos e almas. Deixou em todos envolvidos, de aquém e de além mar, marcas indeléveis, feridas difíceis de cicatrizar. No campo devastado dos amores e da guerra, entre ruínas e destroços, algo, porém, insiste em fulgir ainda, uma declaração de amor, entoada em forma de pungente canção do exílio, no aerograma de 13.4.71: “Estar aqui traz-me constantemente à memória, não sei porquê, paisagens como aquela estrada entre Santarém e Alpiarça, com os plátanos fechando-se por cima das cabeças, o jardim público de Montemor, a Golegã deserta a qualquer hora e de portas fechadas, o Tejo assoreado reduzido a imensos bancos de areia. Eu gosto desesperadamente do meu país e da minha amada língua portuguesa, a mais bela de todas. Quero ser enterrado aí, onde quer que morra, sob o ‘vento que muxe coma unha vaca’ ”[1] (ANTUNES, 2005: 126).



Consola um pouco pensar que, apesar de todos os pesares, este persistente afeto do soldado-escritor por sua língua e pelo seu “pequeno e triste país de viúvas a descer para o mar [aerograma de 13.4.71]” (ANTUNES, 2005: 126) nada nem ninguém conseguiu minar.




––––––. D’este viver aqui neste papel descripto: Cartas da guerra. Organização e prefácio Maria José Lobo Antunes e Joana Lobo Antunes. Lisboa: Dom Quixote, 2005.

BARTHES, Roland. Fragmentos de um discurso amoroso. 6ª ed. Tradução de Hortência dos Santos. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1986.

PESSOA, Fernando. Obra poética. 7ª ed. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1977.


por Maria de Lourdes Soares

em CiFEFiL (Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Linguísticos - Brasil)

12.02.2006

CARTAS DE GUERRA, de António Lobo Antunes




Jordi Joan Baños

Cartas de amor e guerra

Como a corda em casa do enforcado, a guerra de Angola é o trauma omnipresente em toda a obra de António Lobo Antunes. Agora por fim, aparece em português - em breve em várias outras línguas - um livro em que aquele sangrento epílogo colonial constitui a coluna vertebral da sua escrita. Ainda que desta vez não se trate de um romance, mas da recuperação das centenas de cartas que um médico recém-casado enviou a sua esposa grávida, ao longo de 1971 e 1972.



António Lobo Antunes é um "estajonovista" da literatura, um perfeccionista da frase e um homem de rotinas. Um escritor fechado no seu mundo que se gaba de vender centenas de milhares de volumosos romances "sem contar alguma história". O estúdio de seu primo, onde se "esconde" para escrever desde há dois anos, está no mesmo edifício onde há três décadas deu uma consulta, muito perto daquele que foi o seu anterior refúgio de escritor: o hospital Miguel Bombarda. No dito estúdio, em cuja entrada se destaca um coqueiro de plástico de três metros, o romancista aceita conceder a La Vanguardia a sua até agora única entrevista sobre D'este viver aqui neste papel descripto. Uma compilação da iniciativa das suas duas filhas - os direitos de autor estão no seu nome - que o apresentam como uma homenagem ao amor dos seus pais e, particularmente, da sua mãe, Maria José, já falecida.



"O que sinto perante aquelas cartas é muita ambivalência", confessa. "Surpreende-me ser a mesma pessoa. Agora reli algumas, poucas. Nunca pensei publica-las e não sei se têm valor literário, porque onde jogo a vida é nos livros que agora escrevo. Mas quem sabe sirva para que as pessoas compreendam o horror da guerra e a destruição de uma geração. Na apresentação do livro foi muito comovedor ver chorar aqueles homens que estavam morrendo e matando durante muito tempo, fazendo uma guerra praticamente sem recursos. A alguns já não os via há trinta anos e foi como se viesse vindo a estar com eles um pouco todos os dias. Como sabe, nunca falei da guerra, nem sequer com os meus camaradas, e nunca escrevi sobre ela. É demasiado horrendo. Ao voltar a Portugal surpreendeu-me a ausência de culpabilidade".

Nas suas cartas, Antunes também critica a arrogância dos colonos portugueses, aos que em teoria se defendia: "Não merecem a terra extraordinária em que vivem", escreve, antes de apelidá-los de "vendedores de carros". "A quem pertence a um país cansado vão bem estes verdes, estes sons, esta exuberância animal. Seria possível construir um Brasil aqui, uma mestiçagem, se não fosse já demasiado tarde", conclui.



Porém quem espera encontrar uma visão profunda sobre a guerra, ficará decepcionado, uma vez que as cartas representam muito mais uma forma de escape para o então jovem médico militar. "É certo, havia uma auto censura porque havia um risco, as cartas eram interceptadas. Ainda que, na realidade, que nos poderiam fazer, quando já vivíamos em Angola, o pior sítio?". Sem esquecer a censura do regime: "Jorge Amado estava proibido, por exemplo, e Fellini era censurado Em seu lugar mandavam-nos filmes de Joselito, como Manolito, pão e vinho".

Por isso escreve: "um dia serei mais claro. A maior parte das coisas não as posso contar, e as minhas opiniões sobre esta guerra não devem ser escritas. Isto é tudo muito diferente de como se pensa". Até ao dia de hoje não mudou de atitude.



Repentinamente, entre muita lamechice de recém-casado, irrompe a brutalidade da guerra. "Ontem amputei dois dedos". Ou uma bomba fizera voar a perna de um soldado, que na sua aflição repete uma e outra vez: "Quando meu pai souber, mata-se". Porém, e apesar do seu trabalho médico, a mentalidade do Lobo Antunes de então "amigo íntimo do chefe da Pide (polícia secreta)" pode parecer inquietante: "Logo vou passear no T6 (os aviões de guerra que por aqui há) para lhe tomar o gosto. Vão bombardear Chalala-Nango com napalm e não quero perder uma coisa dessas. Lembra-me muitas vezes as fotografias que mostram a população vietnamita em aldeias devastadas". Do "chefe da Pide, meu amigo íntimo", hoje reconhece: A guerra mudou-me muito, também a minha visão das coisas". E já então escrevia: "Não voltarei a ser a pessoa que fui, nunca mais. Começo a compreender que não se pode viver sem uma consciência política da vida. Meu instinto conservador e comodista evoluiu muito".



O romancista opina que com a experiência bélica "desaparece a vaidade" e se conquista "a humildade". Ainda que as suas palavras, pelo menos as de então o contradigam: "Creio sinceramente estar em posse de uma obra prima. Vamos ser ricos, bonitos, inteligentes e célebres. Tenho em mãos o melhor e mais revolucionário romance que nunca li. Valeu a pena que acreditasses em mim, porque, finalmente, me tornei um escritor de uma elegância corrosiva inigualável. Às vezes penso se não serei uma reencarnação de Victor Hugo".

A Antunes causa-lhe apreensão que o livro "seja lido pelos motivos errados" ou, dito de outra maneira, por voyeurismo. Não é em vão, o livro reproduz sem disfarce suas confissões íntimas: "Quero possuir-te com uma fúria de cavador cavalgando uma marquesa. Quero que tenhas um olhar desdenhoso e lento, um riso extravagante, um desprezo de monossílabos". Ou, mais adiante, "vão ser 35 dias de coitos ininterruptos", ou "quero violar-te com a fúria de um ocupante alemão". Mas aquele livro que acreditava ser genial, que iria chamar-se Dilúvio ou Voo, nunca saiu do chão.



As cartas dão a imagem de uma guerra suis generis própria de Gila, na que um batalhão alega ter sofrido dois mortos e 126 baixas. Ou na que os portugueses acabam por se dar conta de que a alegre despedida ao ritmo do merengue com que obsequiam os nativos cada vez que saem de patrulha é na realidade um sinal para os guerrilheiros. Ainda que Lobo não se deixe dobrar: "O risco é mínimo porque estes tipos nunca acertam", escreve.

Em 1972, depois de muito suplicar, recebe a visita da sua esposa e da primeira das suas duas filhas, recém nascida. Sua mulher, Maria José, a única branca entre milhares de negros, adoece e tem de ser internada. Mais tarde regressam a Portugal, e para António será ainda mais duro aguentar os últimos meses, até cumprir os dois anos de serviço. Os seus aerogramas deixam de ser diários. "Vou-me afundando numa apatia total. Não faço nada, nada me apetece. Chego a pensar que sairei daqui para um hospital psiquiátrico, como paciente". Sairia como escritor.

(...)

por Jordi Joan Baños

La Vanguardia (citado deste site)

31.12.2005




domingo, 26 de abril de 2009

C.H. SUL



Esta menina tem 4 anos e frequenta o Botãozinho, tendo-lhe sido foi diagnosticada uma leucemia mieloblástica aguda de alto risco. Necessita de efectuar um transplante de medula óssea, não tendo na família dadores compatíveis.

O Botãozinho organizou, em conjunto com o Centro de Histocompatibilidade do Sul, uma recolha de sangue no sentido de encontrar um dador compatível, que decorrerá no dia 25 de Abril, Sábado, entre as 10h e as 16h, nas nossas instalações.

A participação implica responder a um questionário e fazer a colheita de um pouco de sangue na veia do braço (+ ou – 20 ml), abrangendo adultos entre os 18 e os 45 anos, que ficará na base de dados do Registo Português de Dadores de Medula Óssea (CEDACE).

Agradecemos que se inscrevam no Botãozinho, nas folhas para esse efeito que se encontram na portaria, assinalando o período em que estão a pensar vir (manhã ou tarde). Poderão também fazê-lo através do e-mail, quero_ser_dador@netcabo.pt, bastando deixar o nome e o período em que virão (manhã ou tarde).


Em anexo envia-se os croquis com a localização do Botãozinho. Alguns pontos de referência: Bairro do Junqueiro, em frente ao pinhal, perto do Centro Comercial Riviera.

Qualquer dúvida, deverão entrar em contacto com Filomena Santos Silva, Psicóloga do “Botãozinho”.


Como esperamos que o apelo chegue a todos os V/ familiares e amigos, e no caso de alguém ter dúvidas, P.F. contactem o Centro de Histocompatibilidade do Sul –
http://www.chsul.pt/ que vos podem confirmar toda a veracidade da acção.

Tel. +351 21 750 41 00
Fax. +351 21 750 41 01
Email: chsul@chsul.pt


Obrigada pela solidariedade!


Ser dador de medula óssea é uma opção para DOAR VIDA.

domingo, 19 de abril de 2009

HOJE ESTOU TRISTE!!!



Hoje estou triste, muito triste, tão triste que parece querer correr de dentro de mim um verdadeiro oceano de lágrimas e um profundo abismo de dor.

Hoje só me apetecia não existir, não estar, não ser... para quê?

A vida no fundo não faz sentido, a minha não faz, não a consigo encontrar, sei que a perdi, foi arrastada pela torrente de sangue que jorrou na minha medula há 29 meses (precisamente hoje...parabéns para mim!!!), e que fez comigo e de mim este resto de pessoa que sou.

Continuar para quê? Qual o sentido, o propósito? Sofrer mais? Bela perspectiva de vida!

Já nem de vida se fala, é só sobrevivência, e mesmo esta nem sempre vale a pena, nem sempre tem justificação. A minha não tem, parece-me...tenho a certeza.

Sou uma embalagem com defeito, dependente, não-funcional, que só dá trabalho aos outros, que os impede de viver a vida que lhes estava destinada, que lhes suga o tempo, as energias, os recursos, tudo...

Sou uma egoísta, por minha causa a vida de tanta gente teve de mudar, adaptar-se, destruí os sonhos a todos aqueles e aquelas que de mim estavam próximos...e continuo a fazê-lo.
No fundo, obriguei pessoas a ficarem dependentes de mim, do que me aconteceu, da minha limitação...não, da minha deficiência!! É isso, sou deficiente!!

É isso, essa palavra com todo o seu conteúdo que me esmaga, me destrói, me aniquila, me retira as forças quando delas mais preciso, me impede de sentir humana, mulher.

Sou um farrapo...
Nada sou...
Nada sinto...









MÃE



O máximo da ternura
O máximo da amizade
O embalo dos meus sonhos
Tornando-os realidade!
Amiga em todas as horas
Suporte do meu ser!
Transformas as tristezas
Em doce amanhecer
Amiga muito Querida!

RETRATO DE MÃE


“Uma simples mulher existe que,
pela imensidão do seu amor tem um pouco de Deus;
e pela constância de sua dedicação, tem um pouco de anjo;

que sendo moça, pensa como uma anciã e,
sendo velha, age com as forças todas da juventude;

quando ignorante,
melhor que qualquer sábio desvenda os segredos da vida e,
quando sábia, assume a simplicidade das crianças;

pobre, sabe enriquecer-se com a felicidade dos que ama e,
rica, empobrecer-se para que seu coração não sangre ferido pelos ingratos;

entretanto estremece ao choro de uma criancinha
e, fraca, entretanto, se alteia com a bravura dos leões;

viva, não lhe sabemos dar valor
porque à sua sombra todas as dores se apagam
e, morta,
tudo o que somos e tudo o que temos daríamos para vê-la de novo,
e dela receber um aperto de seus braços,
uma palavra de seus lábios.

Não exijam de mim que diga o nome dessa mulher,
se não quiserem que ensope de lágrimas este pergaminho.

Quando crescerem seus filhos, leiam para eles esta página:

eles lhes cobrirão de beijos a fronte
e dirão que um pobre viandante,
em troca de sumptuosa hospedagem recebida,
aqui deixou para todos o retrato de sua própria Mãe...”


Dom Ramon Angel Iara
Bispo de La Serena - Chile

domingo, 5 de abril de 2009

És tu...


Brilho incumensorável...
Vejo nos teus olhos...
Perco os meus pensamentos nos teus...
Vejo-te linda e dourada...
Vejo-te sorrir...
E perco-me na profundidade dos teus gestos...
E anjo como sou abro asas...
Voo para caminhos desconhecidos...
Das tuas canções...
Onde estou a beijar-te o corpo...
Onde estou a beijar-te os lábios...
Onde te segredo ao ouvido...
-És tu...
Onde pego em tí como se de um violino fosses...
E toco nele toda a noite...
Os mais belos acordeãos de amor...
Ouço o teu respirar ofegante...
O teu coração disparado...
E danço contigo toda a noite...
Num vibrante brilhar...
Num vibrante amar...
Onde os anjos pernoitaram nas nossas almas...
Onde os magos perderam as horas...
Enquanto os nossos corpos se tocam apaixonadamente...
Perco a minha boca nos teus seios...
Perco o meu olhar nas tuas pernas...
Perco a minha alma no teu coração...
E digo-te ao ouvido...
-Serás sempre tu...
Olhos nos olhos...
Boca na boca...
Alma na alma...
Um só corpo em voo de almas...
E a noite caminha...
E a lua voa no céu do nosso quarto...
Enquanto o día amanhece...
Mas eu não quero saber...
Porque o día amanheceu...
Mas a noite ainda não acabou...
Porque ainda não caíu o pano deste palco...
Desta brilhante noite...
Onde todas as canções tocaram em tua honra...
E eu quero voltar-te a amar como se nunca tivesse sequer,
sentido o teu perfume nem o calor do teu olhar...
Quero amar-te mais uma vez e outra...
Sempre como se nunca te tivesse segredado ao ouvido...
-Es tu...
E juro...
Eu juro...
Que por mais noites que amanheçam...
Por mais crepúsculos que assista...
Eu quererei sempre beijar o teu dourado semblante...
Como se nunca tivesse o feito neste sonho...
...
...
...
E enquanto eu voo...
...
...
...
Algo...
...
Acordo deste voo...
...
...
...
...
E olho para tí...
Sorrís para mim...
Como se soubesses o que eu sonhava...
E olhando para tí...
Sinto o teu brilho...
Estremeço...
E digo no meu pensamento...
Neste meu caminho...
...És tu...

sexta-feira, 20 de março de 2009

Ao som de um bolero




A tarde triste, vai se despedindo
A noite chegando com seu encanto
Ao fundo faceira vem apontando a lua
Hoje cheia, vestida de prata
Se insinuando ao negro azul da noite

Logo, ao olhar pro infinito
Pontinhos cintilantes de diamantes
Incrustados no céu
Brilham chamando a atenção dos amantes

Que nesse momento romântico
As cortinas se abrirão para anunciar
Aos corações apaixonados
Um bolero de uma noite de luar

De repente um barulho forte
Parecendo um trovão
No silencio ensurdecedor daquela noite
Fez palpitar o coração

Uma lágrima que rolou dos olhos do poeta
Escorreu do seu rosto e se jogou no chão
Tamanha a emoção que sentiu
Ao contemplar sua linda fonte de inspiração
A noite de lua cheia, lhe arrebata o coração

Hoje toda lua cheia é de dor
Ao procurar seu grande amor
E não mais encontrar
Seja lá onde ele for

A lua hoje ao poeta
Vista sozinha lá no céu
Só lhe faz chorar
E recordar seu grande amor
Ao som do Bolero de Ravel

Jorge Luiz Vargas

UM AMIGO...


UM AMIGO...

Ajuda-te

Valoriza-te

Respeita-te

Acredita em ti

Nunca te goza

Compreende-te

Nunca se ri de ti

Aceita-te como és

Eleva o teu espírito

Caminha a teu lado

Perdoa os teus erros

Admira-te no teu todo

Acalma os teus medos

Oferece-te o seu apoio

Ajuda-te a levantares-te

Diz coisas lindas sobre ti

Ama-te por aquilo que és

Explica-te o que não entendes

Diz-te tudo sobre o teu coração

Entrega-se-te incondicionalmente

Diz-te a verdade, quando precisas ouvi-la

Grita-te, se necessário quando não queres "ver" a realidade.

Como as imagens enganam!!!!


Hoje, apesar da imagem sorridente que ostentava pelo Natal enquanto estava internada pela 2ª vez em Alcoitão, hoje estou no mínimo triste.

Hoje por alguns acontecimentos dei por mim a sentir-me muito triste, tão triste como não me sentia há muito, muito tempo!!

Dei por mim a pensar em desaparecer, completamente, para sempre, sem volta, nunca! Pensei em morrer! Sim, pensei em morrer e acabar com todo este sofrimento pelo qual eu passo há 28 meses (feitos hoje, dia 19, parabéns para mim!!), pensei mesmo, e de uma forma tão consciente, tão desesperada, tão pungente e tão urgente que só não o fiz por uma única razão... por COBARDIA!!

Podem pensar que esta história de suicídio é uma parvoíce, só quem não tem força de vontade, só quem é cobarde, parvo, medricas, só quem não tem personalidade é que pensa nisto...eu sei, eu também já pensei assim há uns bons anos. Para mim só os perdedores, os derrotados pensavam nisto,mas afinal heis-me aqui a pensar exactamente o mesmo, e como, e com que vontade!!
Portanto, parvoíce é eu não ter coragem para o fazer, para levar isto por diante, parvoíce, mariquice sim, verdadeira anormalidade...

Aliás, verdadeira anormalidade é como eu me sinto, é como eu me vejo, é como eu me sinto!!
É o que eu sinto que sou, uma anormal, uma deficiente cuja vida literalmente acabou há 28 meses, deixando uma casca vazia que tem vindo a perder o seu conteúdo até ficar como estou, podre, seca, árida, estéril na alma e no coração.

A hemorragia medular além de me afectar a locomoção, amputou-me a minha essência, o meu EU, assassinou a mulher que existia em mim e que existiu durante 32 bons anos, e em todos os aspectos, todos, de todas as formas e permanentemente!!!

Não sei quem sou, não o que sou, mas sei que não me sinto como uma pessoa, como um verdadeiro ser-humano, normal, merecedora de felicidade ou sequer de alguma réstia desse sentimento os estado de alma.

Sínto-me inútil, não tenho propósito de viver, sobreviver talvez, quem sabe??
Mas sei que não sou feliz, nem lá perto ando, já não sei o que isso é na realidade, é algo que me foi retirado há 28 meses e que não volta!!

Continuo sem saber porque aconteceu a hemorragia, porque me aconteceu a mim, qual o propósito de tamanha maldade do destino...
Tenho continuamente perguntado mas ninguém me responde...

Sinto-me vazia, morta por dentro... mataram-me há 28 meses, e isto é o testemunho de um zombie, uma morta-viva, EU!!

sexta-feira, 6 de março de 2009

POESIA ALENTEJANA





VÍTIMAS E VITIMIZAÇÃO


A alma que se vitimiza virá novamente como vítima e em condições cada vez mais desumanas, até um dia se revoltar, lutar e vencer. Tem de chegar ao limite da vitimização para dar a volta por cima e se tornar vitoriosa. Assim se percorrem as vidas, em poços cada vez mais fundos a provocar uma escolha, uma tomada inequívoca de posição.

As vítimas só têm uma hipótese: rebelar-se contra a própria vitimização. Compreender que essa estrada só aprofunda a autocomiseração, pois o caminho é outro. Uma guinada para cima, para a auto-realização.

Entendam bem este processo de vitimização. Uma pessoa que culpa os outros pelo estado da sua vida está num poço sem fundo de autocomiseração. Uma pessoa que se responsabiliza pelo que lhe acontece pode obter um futuro melhor, através da aprendizagem da responsabilização e da coragem de optar e arcar com as consequências dos seus actos.

Este Jesus Cristo Que Vos Fala 2/ A Lógica do Céu e a Lógica da Terra, Alexandra Solnado

A ASCENSÃO DA HUMANIDADE


O Eu Superior é a vossa metade que está cá em cima. Se ficam aí em baixo, não ficam inteiros, não ficam completos. Essa pessoa, que não vem cá acima, vai atrair perdas maiores para que possa perceber.

Antes de aceitar, tem de perceber. Perceber que vir cá acima a alimenta e constrói. Perceber que vir cá acima a imortaliza. Perceber que vir cá acima é a via. A única via. Perceber que abandonar-se aos Poderes do Universo é santificar-se em corpo e em espírito.

Perceber que vir cá acima faz a diferença entre todas as religiões ou seitas que tentaram impor a sua verdade, não vos permitindo vir cá acima buscar a vossa verdade. Perceber que eu e os meus irmãos, igualmente seres de luz, temos uma tarefa importante a fazer na terra, e que só a poderemos executar por vossa via. Limpar a densidade, iniciar a purificação e a consequente ascensão de toda a Humanidade.

Perceber que o amor salva, mas esse amor de que falo é o amor incondicional que vêm buscar cá acima, e que sem ele a vossa vibração vai atrair a maior variedade de forças do mal, de todos os tipos. Perceber que o amor é a via, e que aqui é o sinal.

Perceber que estamos à espera há demasiado tempo, e que agora chegou a hora da Humanidade crescer como Ser, crescer como semente de um novo tempo. Mais pacífico, mais humano, mais amoroso e mais subtil. Esta é a hora, e podemos ajudar. Queremos ajudar.

Percebem como é importante «perceber»?

A Alma Iluminada, Alexandra Solnado

FALTA DE FÉ


O problema do vosso tempo é a falta de fé. Enquanto temos fé, deixamos o coração chorar, porque sabemos que não estamos sozinhos e que quando ficarmos tristes um ser de luz virá sempre em nosso auxílio. Quando temos fé, seja no que for, sabemos que não estamos sós. Sabemos que a vida é feita de vários planos, de várias camadas e de várias subtilezas.

Quem não tem fé acredita só em si próprio. Acha que sabe, acha que pode. É aquele Ego imenso à procura da lógica em tudo, a tentar provar a si próprio que é inteligente e melhor do que os outros, está ocupado de mais para ver o outro lado da vida. Esse ser tem à sua frente uma estrada sem saída, de perda, frustração e dor.

Se, ao contrário, utilizar a inteligência para compreender a linguagem do coração e assegurar a viabilidade do caminho sensitivo, se utilizar a mente para ouvir melhor o que sente, estará a completar uma das mais sagradas harmonizações de opostos do ser humano: mente/coração.

E, ao juntá-los, garanto-vos que irão entrar numa dimensão harmónica em que tudo o que vos rodeia passa a ter imensa lógica. A lógica do coração é a lógica da abundância.

Quando tiverem vontade de chorar, chorem. Quando tiverem vontade de gritar, gritem. Quando tiverem vergonha de sentir, lembrem-se: a mente tem a lógica dos homens. O sentimento tem a lógica do Universo. Façam a vossa escolha. Eu estarei sempre aqui, para guiar os mais sensíveis.

Este Jesus Cristo Que Vos Fala, Livro 3/ A Era da Liberdade, Alexandra Solnado

O PROCESSO DE ASCENSÃO



Ao ir buscar energia ao céu o ser acede à sua parte divina, que a partir deste momento começa a operar por si lá em cima. E os caminhos começam a abrir-se. Começam a abrir-se porque o ser, agora iluminado, começa a projectar uma energia que não era sua até aqui. Uma energia leve, alta, muito alta, de grande comunhão entre todos. De grande comunhão entre os povos. Essa energia é a energia de Aquário.

Ao emanar essa energia, o ser prepara-se para receber essa mesma energia de volta, que, por conseguinte, o volta a reenergizar. A energia de Aquário é a única com que os homens se podem alimentar. O ser recebe essa energia do céu, emana-a e recebe-a de volta. Carregando-se várias vezes.

Mesmo quando não receber essa energia de volta, e atrair uma mais densa, vai poder reciclá-la com a nova energia que vem do céu.

Depois deste estágio vem o caminho da ascensão. O ser vai recebendo a nossa energia, vai mudando a sua frequência energética, até que esta nova energia seja cada vez maior. Um ser cheio de luz é um ser alto, que já subiu oitavas em relação aos restantes. O fim desta história é o ser, já a vibrar pela aceitação, a receber cada vez mais luz, a limpar karmas um a um, a superar a densidade e a subir.

A Alma Iluminada, Alexandra Solnado

A LINGUAGEM DO SENTIMENTO


Sentir é a comunhão. Sentir, pôr cá para fora uma nova linguagem, muito mais inteligente e lógica, saudável e autêntica. A linguagem do sentimento. A linguagem do coração. O vosso coração tem ligação directa com a vossa alma.

E a vossa alma sabe tudo, absolutamente tudo acerca das vossas vidas: das passadas, da presente e das futuras. O coração, o que vocês sentem, é uma espécie de código em que a alma se comunica. Nem sempre lógico, nem sempre inteligível. Muitas vezes doloroso e brutal, mas sempre, sempre correcto.

O coração não vos leva para becos sem saída, para buracos negros energéticos. Pelo simples facto de o coração vibrar pelo amor incondicional e a mente vibrar pelo medo, só esse facto já poderia significar a importância do coração, do que sentem face a tudo o resto.

O que fazer com a inteligência? Acalmem-na. Mostrem que não é a única, mostrem-lhe que tem um parceiro e que tem de se relacionar com o que sente. A inteligência aliada ao coração provoca a harmonia dos dois maiores opostos da matéria. Mente e coração. Só.

Este Jesus Cristo Que Vos Fala, Livro 3/ A Era da Liberdade,
Alexandra Solnado

quinta-feira, 5 de março de 2009

INCONFIDÊNCIAS FEMININAS






A vida é como uma pedra de amolar....ou nos desgasta ou nos fortalece.... dependendo do material do qual somos feitos!


segunda-feira, 2 de março de 2009

Onda de Solidariedade!!!




A Helena esteve em Alcoitão em 2007, penso que no 1º esquerdo, na mesma altura do meu internamento, só que em alas diferentes.
Quem a puder ajudar, faça-o!! Por todos nós!! Eu já fiz a minha parte.
É só clicar no título para ficarem a saber tudo...

Bjs.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Labaredas que me devoram





Toquei... toquei...
Tanto... tanto...

Em todo o teu corpo
Prostrado no meu leito

As minhas mãos passearam
Sem pressa nenhuma
Sentindo-te vibrar

Ouvindo-te gemer
De tanto prazer

Toquei... toquei...
Tanto... tanto...

Que teus olhos brilharam
E uma faísca lançaram...

Incendiando-me por fora
E por dentro...

Agora

Sou pasto das chamas
Que me devoram...

Perdoar o Imperdoável...afinal sou só uma mulher!!






Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei decepcionar-me, mas também decepcionei alguém.


Já abracei para proteger,
já ri quando não podia,
fiz amigos eternos,
amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei.


Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
“quebrei a cara muitas vezes”!
Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
já me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (que acabei perdendo).


Mas vivi, e ainda vivo!
Não passo pela vida…
E você também não deveria passar!


Viva!


Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é “muito” para ser insignificante.


« Charles Chaplin »

"Poetas e Cantigas..."








Isto de fazer uma cantiga
Como a "lei" manda ao poeta
Muito tem que se lhe diga,
Não sei se noutra me meta.

(Dr. Alexandre Torrinha)

I
Sendo um dom do pensamento,
Com palavras num sem fim...
Como plantas de um jardim,
Enfeitando o chão cinzento...
Elas brotam no momento,
Como brota a verde espiga...
Um condão que se mastiga,
Nesta minha opinião...
Eu acho que é vocação,
Isto de fazer uma cantiga...

II
Bem temperada pela rima,
Que lhe dá forma e beleza...
Dá sentido e mais firmeza,
Se a moral nos vem de cima...
Uma grosa quando lima,
Pela forma mais concreta...
Faz-se trova de um profeta,
Enfeitada com grainhas...
E as palavras são rainhas,
Como a "lei" manda ao poeta...

III
O que é dito pelo mote,
É destino e pão da obra...
Verso a verso se desdobra,
No sentir de cada dote...
Mete as águas no capote,
Quando o pão falta à barriga...
Brada alto a quem lhe liga,
Exprimindo a sua crítica...
E essa coisa da política,
Muito tem que se lhe diga...

IV
Um actor quando declama,
O que manda o sentimento...
Trova amor, sorte e lamento,
Pedindo paz como quem ama...
Trovador de cante e chama,
Que se exalta na caneta...
Entretido nesta faceta,
Vou rimando o meu prazer...
E como gosto de escrever,
Não sei se noutra me meta...


António Prates
(In Sesta Grande)

POSSUÍDA POR TI






Loucura sim, mas não sujeira
o respingar desse lodo que nos alcançou.
Eu o sinto em meus devaneios até a beira
de ser a insana que teu amor meu transformou.

Não resisto a beleza e maciez de tua pele
e arranco teus panos, não precisamos de farda!
Aguardando que com teu cheiro me cinzele,
meu corpo quente, e agora nu, te aguarda.

E tanto quanto eu, tu queres isso. Eu sei.
Porque tu não és de mim diferente...
Nosso amor está acima de qualquer sanção ou lei
ainda que possa aos outros parecer indecente.

Quero-te inteiro, completa e absolutamente, meu
e te provoco de todas as maneiras: carinhosa e sorrateira
faço-me até habilidosa e atrevida...
Desejada por uma platéia inteira,
mas só por ti possuída!

E no final nem acredito no que meus ouvidos estão a ouvir,
quando em gemidos aflito, tu me dizes aos gritos
que nunca mais irás partir!

Verdadeiros Amigos!!!


Verdadeiros Amigos...
-Sempre aparecem somente para dizer "Oi"...
Verdadeiros Amigos...
-Nunca se importam se Você é Diferente...
Verdadeiros Amigos...
-Não Brigam como cães e gatos...
Verdadeiros Amigos...
-Vão Aonde Você estiver...
Verdadeiros Amigos...
-Sabem compartilhar...
Verdadeiros Amigos...
-Não riem quando Você usa óculos...




Verdadeiros Amigos...
-Te apoiam quando você está deprê...
Verdadeiros Amigos...
-Nunca deixam que Você faça algo que lamentará no dia seguinte...
Verdadeiros Amigos...
-Sentem mesmo aqueles que não vivem mais entre a gente...
Verdadeiros Amigos...
-Nunca esquecem dos melhores momentos juntos...
Verdadeiros Amigos...
-Nunca sabem dizer ADEUS uns aos outros...

...Pois, Sinto falta dos que passaram em minha vida, principalmente das pessoas que viraram uma estrela no céu, iluminando minhas noites mais escuras... por isso valorizo cada amizade que tenho...

BOLSA DE VOLUNTARIADO

BOLSA DE VOLUNTARIADO

Estação CP Alcântara Terra, Arz 1 · Av. de Ceuta · 1350-353 Lisboa

Visite-nos em www.bolsadovoluntariado.pt

"Ser voluntário é empenhar-se em causas de interesse social e comunitário, com reflexos positivos tanto a nível pessoal como para a comunidade como um todo.

A Bolsa do Voluntariado foi lançada pela ENTRAJUDA há precisamente 2 anos. Mais de 8 mil pessoas de boa vontade, inscreveram-se no site e colocaram o seu tempo e talentos ao serviço da comunidade.

A todos quantos, inscrevendo-se na Bolsa do Voluntariado, enviamos hoje uma mensagem de agradecimento.

560 Instituições inscritas na Bolsa do Voluntariado, localizado por todo o país, precisam de si! Seja Voluntário e contribua para um mundo melhor.

Recordamos alguns pontos:
- o contacto entre os voluntários e as instituições deve ser feito directamente.
Para isso: pesquise o site, veja as novas oportunidades de voluntariado específicas criadas pelas Instituições, colmate novas necessidades. E, no caso de encontrar alguma Instituição cuja necessidade vá ao encontro dos seus interesses estabeleça contacto directo.
- pode escolher: por zona (freguesia, código postal), de acordo com as suas aptidões, disponibilidade de tempo, áreas de interesse.
- pode seleccionar uma causa ou uma necessidade social
- pode ainda participar numa acção pontual.

Obrigado."

sábado, 21 de fevereiro de 2009

NOvo Centro de Reabilitação do Sul

Algo muito útil para se saber...

Sobre as LVM (Lesões Vértebro-medulares)

O que todos devem saber, amigos, familiares, doentes, meros curiosos, cidadãos em geral, enfim, toda a sociedade!!

Não esqueçam que pode acontecer a qualquer um de vós!!

Associação Salvador --> a não perder!!!

Este é um site com informação muito útil que só faz bem a todos conhecer e ter em atenção que pode acontecer a qualquer um de nós!!!

Aproveitem bem a vida e vivam-na o mais intensamente que puderem!!
E apreciem as coisas boas, por mais pequenas e insignificantes que possam parecer!!

CARPE DIEM!!!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Procura-se um amigo

Procura-se um amigo Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa.



Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo.Deve guardar segredo sem se sacrificar.Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão.



Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objectivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.




Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade.




Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar.




Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.


Vinícius de Moraes (1913-1980)

sábado, 31 de janeiro de 2009

O Natal 2008 em Alcoitão, com o Silvestre ainda fisicamente entre nós!!

Nós, as mais belas e irresistíveis lá do sítio...





O Silvestre a receber a sua prenda...




O Silvestre e a Andreia




Todos com os Silvestre...o nosso menino...




sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Silvestre, o nossso menino-guerreiro




Hoje estou triste, o "nosso menino" faleceu.




Estou agora em Alcoitão desde 14 de Outubro de 2008 para fazer novos tratamentos, na esperança de melhorar quer a marcha em canadianas (para ficar o mais funcional possível), como outras sequelas associadas.
E foi aqui que 1 dia depois de ser novamente internada, apareceu aqui também para recuperar uma pessoa muito especial, o Silvestre.
O Silvestre era e vai continuar a ser, embora já não fisicamente, uma presença constante no meu coração e na minha memória. Tenho muitas saudades dele, apesar do pouco tempo de convivência, mas embora diminuto foi de qualidade!
Assim que entrou aqui em Alcoitão para o meu mui amado 1º direito das LVM, que desde logo gostei daquele menino-guerreiro, que embora ao início não conseguisse comunicar connosco, nos últimos tempos estava a melhorar imenso, "a olhos vistos" como se costuma dizer. Era e vai continuar a ser o NOSSO MENINO (no 1º dt), e vou, aliás, vamos todos sentir uma falta imensa dele nas nossas vidas. Sim, porque apesar de pouco tempo ele ensinou-nos que nunca se deve desistir, porque há sempre alguém que gosta de nós e que tem fé por nós, e aqui todos nós a tínhamos por ele.
Vou sentir a falta do sorriso dele, daqueles olhos expressivos, e daquela força da natureza que dele emanava.
Silvestre, temos tantas saudades tuas, meu menino, olhar para o teu quarto vazio custa-me tanto!!
Mas já que as coisas assim aconteceram, que descanse então em paz, repousa menino-guerreiro, nós nunca te esqueceremos!!!

Um beijo muito grande e um abraço ainda maior á mãe do Silvestre, e parabéns por ter tido um filho tão maravilhoso como ele, que nos tocou de forma tão profunda!!


Junto envio as fotos de Natal em que o Silvestre ainda estava fisicamente connosco, porque moral e emocionalmente sempre vai estar!!

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

domingo, 28 de setembro de 2008

quinta-feira, 27 de março de 2008

Saber Perdoar...

Se perdoar fosse fácil, as coisas no mundo seriam totalmente diferentes. A regra geral é, de fato, não perdoar, ou perdoar da boca pra fora mas guardar a mágoa. Não existe fórmula pra perdoar. É como sexo: é uma coisa que você pode ver outros fazendo, achar que sabe, mas vai ter de meter a cara (às vezes literalmente) pra aprender de fato.

Mas perdoar é, no final das contas, mais importante pra NÓS do que pra quem a gente perdoa. Afinal, se o cara faz uma sacanagem com você e ele não está nem aí, pra que perdoar, não é? Só que a raiva, a mágoa, vai ficar lhe corroendo por dentro, como um câncer. Mesmo que ele não se manifeste somaticamente como tal, o "problema" vai permanecer em sua mente e espírito, quanto mais você der atenção/valor/alimentação a ele (o que pode lhe prejudicar até mesmo em outras vidas).

Se perdoar fosse uma coisa dispensável, Jesus não teria acrescentado essa linha ao "Pai Nosso":

"...e perdoa-nos as nossas dívidas, NA MEDIDA EM QUE tenhamos perdoado aos nossos devedores"
Notem que está um pouco diferente do que nos habituamos a rezar. Na Biblia consta
"...e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também temos perdoado aos nossos devedores",
no passado, como se fosse da NOSSA natureza Cristã (afinal, é uma oração para os cristãos) perdoar. Só que Jesus conhecia muito bem a alma humana, e por isso acrescenta logo depois:

Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; se, porém, não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai perdoará vossas ofensas(Mateus 6:14)
Ora, fica óbvio que a tradução usada na bíblia, no Pai Nosso está errada. Pegando a palavra grega original "hoce" vemos que ela significa "assim como", mas também significa "na medida que", "de acordo com", que está muito mais de acordo com o sentido que Jesus reforçou mais à frente.

Ou seja, isso tudo pra dizer que, perdoando, você torna SUA vida mais fácil.

Tende cuidado de vós mesmos; se teu irmão pecar, repreende-o; e se ele se arrepender, perdoa-lhe. Mesmo se pecar contra ti sete vezes no dia, e sete vezes vier ter contigo, dizendo: Arrependo-me; tu lhe perdoarás
(Lucas 17:3)
Então Pedro, aproximando-se dele, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu hei de perdoar? Até sete? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete; mas até setenta vezes sete
(Mateus 18:21)

Podemos então resumir tudo assim: Não há ofensa ou ofensor, mas tão somente ofendido.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Triunfar sem desistir!!!!



Quando te encontrares numa situação angustiosa,

em que tudo pareça conjurar-se contra ti,

de tal modo que julgues que não poderás aguentar-te nem mais um minuto

NÃO te rendas...

Porque será aquele o momento preciso

em que começará o teu triunfo.
(Henriqueta B. Storn)

Canção das Mulheres




Que o outro saiba quando estou com medo, e me
tome nos braços sem fazer perguntas demais.


Que o outro note quando preciso de silêncio e não
vá embora batendo a porta, mas entenda que não o
amarei menos porque estou quieta.


Que o outro aceite que me preocupo com ele e não
se irrite com minha solicitude, e se ela for
excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou
bom humor.


Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de
mim, nem se aproveite disso.


Que se eu faço uma bobagem o outro goste um
pouco mais de mim, porque também preciso poder
fazer tolices tantas vezes.


Que se estou apenas cansada o outro não pense
logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva,
nem diga que reclamo demais.


Que o outro sinta quanto me dóia idéia da perda, e
ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar
logo à sua vida.


Que se estou numa fase ruim o outro seja meu
cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo "Olha
que estou tendo muita paciência com você!"


Que quando sem querer eu digo uma coisa bem
inadequada diante de mais pessoas, o outro não
me exponha nem me ridicularize.


Que se eventualmente perco a paciência, perco a
graça e perco a compostura, o outro ainda assim
me ache linda e me admire.


Que o outro não me considere sempre disponível,
sempre necessariamente compreensiva, mas me
aceite quando não estou podendo ser nada disso.


Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às
vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-
maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e
forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa -
uma mulher.


Lia Luft, escritora gaúcha

domingo, 20 de janeiro de 2008

Não existem ideais!


Aceitar que nem sempre os fatos se desenrolam como programamos é uma aprendizagem das mais difíceis, que requer maturidade, bom senso e sabedoria.


Uma das situações em que a ilusão mais se manifesta, é na relação afectiva. Muitas pessoas se recusam a enxergar as atitudes do outro de forma realista, e ao invés de exigirem respeito e atenção, ainda tentam justificar as desculpas esfarrapadas que ele lhes apresenta para não agir de maneira correcta.


Outras não conseguem aceitar o fim de um relacionamento com serenidade e - o que é pior - ao serem rejeitadas, adoptam uma atitude de culpa e tendem a buscar em si mesmas um defeito ou um erro que justifique o abandono. Ou seja, sempre se consideram as responsáveis pelo fato de terem sido deixadas, numa clara demonstração de baixa auto-estima.


Para que uma relação frutifique é necessário que ocorra uma sintonia, tanto em nível físico, como de alma. Esta sintonia é um mistério, e depende de uma série de factores, muitos deles inconscientes.


Com algumas pessoas ela se dá de imediato, com outras vai surgindo aos poucos e se torna cada vez maior e em alguns casos, se revela um engano, já que a atracção inicial vai se reduzindo pouco a pouco.


Este processo ocorre em todos os relacionamentos e o fato de alguém não desejar mais estar connosco não implica necessariamente no fato de que temos algum defeito. Podemos simplesmente não ter correspondido à imagem idealizada que ele tinha da pessoa que buscava para se relacionar. Ou simplesmente ele pode ter dificuldades emocionais sobre as quais não teremos jamais qualquer controle.


Desenvolver uma autoconfiança que nos torne capazes de aceitar com serenidade uma rejeição é a única forma de escaparmos da perigosa armadilha da ilusão.


Em alguma tardezinha encantada, você irá encontrar a sua alma gémea, a pessoa perfeita que corresponderá a todas as suas necessidades, e será a concretização de todos os seus sonhos. Certo? Errado!


Essa fantasia que os cantores e os poetas gostam tanto de perpetuar tem suas raízes em memórias do útero, onde estávamos tão seguros e "unificados" com nossas mães; não é de admirar que sejamos obcecados por retornar a essa condição durante toda a nossa vida. Mas, falando numa linguagem crua, é um sonho infantil. E é surpreendente que nos apeguemos a ele com tanta teimosia, diante da realidade.


Ninguém, seja o seu actual companheiro ou alguém com quem você sonha no futuro, tem a obrigação de trazer-lhe à felicidade numa bandeja - nem poderia, ainda que quisesse.


O amor verdadeiro não advém de tentativas de satisfazer nossas necessidades por meio da dependência com relação à outra pessoa, mas por meio do desenvolvimento da nossa riqueza interior, e do nosso amadurecimento. Com isso, passamos a ter tanto amor para dar, que amantes serão espontaneamente atraídos por nós.


terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Oito mil assinaturas por penas mais duras

Mais de oito mil pessoas já assinaram uma petição que pretende ver agravadas as punições aplicadas aos abusadores sexuais de crianças, exigindo também a criação de uma lei única que consagre os direitos das vítimas. Os promotores da iniciativa aguardam uma resposta do Presidente da República, a quem já foi dado a conhecer os objectivos desta acção.

PROCURAÇÃO ELECTRÓNICA JÁ É POSSÍVEL

Numa decisão inédita em Portugal foi aceite hoje a primeira procuração electrónica no mundo.

O mandatário judicial português Januário Lourenço, em conjunto com uma empresa de tecnologias da justiça sedeada na Inglaterra, acabam de lançar o portal Procuração na Hora.Pt, dando início a uma nova era de desmaterialização da procuração tradicional em papel.

A Procuração na Hora consiste numa procuração electrónica que permitirá a qualquer cidadão conferir poderes a um advogado, solicitador, ou procurador civil, por via electrónica, fazendo uso das tecnologias já existentes e do Cartão do Cidadão (CC), tendo igual valor legal que a procuração tradicional em papel com aposição da assinatura pelo próprio punho.

Neste projecto estiveram envolvidas e colaboraram directa ou indirectamente várias entidades, entre as quais destacamos a Multicert, a INCM, os CTT e a SAMA/PCM (Secretaria de Estado da Modernização Administrativa, Presidência de Conselho de Ministros) – que tutela o CC. Em termos de tecnologia, para além do website, foram utilizados o CC, um leitor de smartcards fabricado pela GEMPLUS (USA) e software da Microsoft.

Na equipa que desenvolveu o projecto, além do seu mentor, encontram-se nomes como Carlos Gama, mestrando em sistemas de informação na Liverpool University, actualmente administrador de sistemas do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN) em Genebra, Kjell Hellman, cientista e mestrando na Reikyavic University na Islândia, Armando Simões da Silva, economista licenciado pela London School of Economics de Londres, Sónia Sousa Pereira, mediadora de conflitos do Ministério da Justiça a realizar mestrado na Faculdade de Medicina de Lisboa em cooperação com o Instituto de Medicina Legal, e ainda os juristas Ana Alexandra Remédios e Rogério Ribeiro dos Santos, pós-graduados em direito penal, económico e europeu pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.

O juiz a quem foi presente a primeira procuração electrónica alinhou com a mesma interpretação jurídica e proferiu despacho judicial a admitir a junção da mesma, dispensando a apresentação da procuração tradicional em papel, dando assim origem a uma nova era de e-justice impar ao nível mundial, colocando Portugal no patamar máximo do e-government uma vez mais.

De notar que, neste momento existem apenas sete países no mundo com o chamado Digital ID, ou seja, documento de identificação civil (vulgo bilhete de identidade) que contenha assinatura electrónica necessária para a realização de actos jurídicos à distância, por intermédio de um computador, sem necessidade de deslocação ao organismo público.
São eles a Áustria, Estónia, Bélgica, Finlândia, Suécia e Itália, tendo sido confirmado que em nenhum dos mesmos exista esta inovação.

Em termos práticos, significa que qualquer cidadão português residente em qualquer parte do mundo, ou brasileiro residente em Portugal ao abrigo do Tratado de Porto Seguro, poderá usar ou requerer o seu CC que lhe permite assinar documentos electrónicos sem sair de casa, nomeadamente, a procuração electrónica agora inventada por este português. A procuração electrónica poderá servir para, entre outras aplicações, procurações forenses para processos judiciais, ou ainda como procuração civil para facultar determinados poderes que não careçam da forma especial de escritura pública, como sejam a compra e venda de automóvel ou outros bens móveis, obtenção de certidões, realização de registos de imóveis, etc.

Januário Lourenço é pós-graduado em direito da comunicação, pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, onde tem a tese publicada pela mesma na obra colectiva “Estudos de Direito da Comunicação”, actuando como mandatário judicial desde 1997 e especialista em direito do ciberespaço, tendo ainda sido durante três anos técnico de Internet sénior na Sonae.Com.

O site onde pode ser prestado este serviço é o http://www.procuracaonahora.pt/ e está disponível em Portugal e no estrangeiro, a partir de hoje e gratuitamente, para emitir procurações electrónicas com o uso do CC.

Juízes criticam novo mapa judicial

O Governo propõe a redução das actuais 58 circunscrições judicias para 38 super-tribunais e para cada um a nomeação de um juiz-presidente que, entre outras coisas, deverá avaliar o desempenho de cada juiz e funcionário judicial Cabe ao Conselho Superior de Magistratura a escolha do juiz-presidente, que no mínimo terá de ter dez anos de serviço.
Em declarações à SIC, o presidente da Associação de Juízes pela Cidadania, Rui Rangel, defendeu que a nova divisão judiciária é artificial e poderá levar a conflitos de competências. A Associação critica ainda a nova figura de juiz-presidente e acusa a tutela de criar um juiz-inspector dos restantes magistrados.

O seu melhor...




A melhor coisa que você pode dar ao seu inimigo, é o seu perdão.

Ao adversário, a sua tolerância.

Ao amigo, a sua atenção.

Ao filho, bons exemplos.

Ao pai, a sua consideração.

Á mãe, comportamento que a faça sentir - se orgulhosa.

A todos os homens, caridade.

A você próprio, respeito.


( Benjamin Franklin )