terça-feira, 16 de junho de 2009

Receita da Dona Cacilda



Dona Cacilda é uma senhora de 92 anos, miúdinha, e tão elegante, que todos os dias às 08h da manhã ela já está toda vestida, bem penteada e discretamente maquilhada, apesar da sua pouca visão.

E hoje ela mudou - se para uma casa de repouso: o marido, com quem ela viveu 70 anos, morreu recentemente, e não havia outra solução...

Depois de esperar pacientemente durante duas horas na sala de espera, ela ainda deu um lindo sorriso quando a empregada veio dizer que o seu quarto estava pronto. Enquanto ela manobrava o "andarilho" em direcção ao elevador, dei uma descrição do seu minúsculo quartinho, inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela.

Ela interrompeu - me com o entusiasmo de uma menina que acabou de ganhar um cachorrinho.
- Ah, eu adoro essas cortinas...
- Dona Cacilda, a senhora ainda nem viu o seu quarto... Espere um pouco...
- Isto não tem nada a ver, - ela respondeu, - felicidade é algo que você decide por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não depende de como a mobília vai estar arrumada... Vai depender de como eu preparo a minha expectativa. E eu já decidi que vou adorar. É uma decisão que tomo todos os dias quando acordo.
Sabe, eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem...
Ou posso levantar - me da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem.
- É tão simples assim?
- Nem tanto; isto é, para quem tem auto - controle e exigiu de mim um certo 'treino' pelos anos fora, mas é bom saber que ainda posso dirigir os meus pensamentos e escolher, em consequência, os sentimentos.
Calmamente ela continuou:
- Cada dia é um presente, e enquanto os meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, mas também as lembranças alegres que eu guardei para esta época da vida.


A velhice é como uma conta bancária: você só retira aquilo que guardou.
Então, o meu conselho para si é depositar um monte de alegrias e felicidades na sua Conta de Lembranças. E, aliás, obrigada por este seu depósito no meu Banco de Lembranças. Como você vê, eu ainda continuo depositando e acredito que, por mais complexa que seja a vida, sábio é quem a simplifica.

Depois pediu - me para anotar:

COMO SE MANTER JOVEM


1. Deite fora os números que não são essenciais. Isto inclui a idade, o peso e a altura. Deixe que os médicos se preocupem com isso.

2. Mantenha só os amigos divertidos. Os depressivos puxam para baixo. (Lembre-se disto se for um desses depressivos!)

3. Aprenda sempre:
  • Aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja... Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso.
  • 'Uma mente preguiçosa é oficina do Alemão.' E o nome do Alemão é Alzheimer!

4. Aprecie mais as pequenas coisas


5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar.
E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele / ela!


6. Quando as lágrimas aparecerem, aguente, sofra e ultrapasse.
A única pessoa que fica connosco toda a nossa vida somos nós próprios. VIVA enquanto estiver vivo.


7. Rodeie-se das coisas que ama:
  • Quer seja a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja.
  • O seu lar é o seu refugio.

8. Tome cuidado com a sua saúde:
  • Se é boa, mantenha-a.
  • Se é instável, melhore-a.
  • Se não consegue melhora-la , procure ajuda.

9. Não faça viagens de culpa. Faça uma viagem ao centro comercial, até a um país diferente, mas NÃO para onde haja culpa!


10. Diga às pessoas que ama, que as ama, a cada oportunidade.

domingo, 14 de junho de 2009

Vá em busca da chama


Lao Shi perguntou a seu mestre, Wang Tei:

- O que devo fazer para ficar mais próximo de Deus?

Wang Tei pediu que ele o acompanhasse até o alto de uma montanha. Ali, tirou uma vela do bolso e deu para que seu dis­cípulo acendesse.

Lao Shi tentou várias vezes, sem resultado.

- Aqui venta muito, não vou conseguir.

- Mas, a três quilômetros daqui não está ventando.

- De que adianta? Eu precisaria andar até lá, se quisesse acender a vela num lugar onde não está ventando.

- Da mesma maneira, para iluminar a chama de Deus dentro de você, é preciso caminhar até Ele.


"Paulo Coelho"

Os quatro elementos



A astrologia ocidental nos ensina que podemos distinguir os signos astrológicos de várias maneiras: segundo os dois gêneros - em femininos e masculinos - segundo as três qualidades - Cardeal, Fixo e Mutável - e pelos quatro elementos - Fogo, Terra, Ar e Água. Entendemos por feminino e masculino as qualidades como sendo passiva, a primeira, e positiva a segunda, e eles se alternam na roda zodiacal. A combinação continua alternada para as outras qualidades e para os elementos, de modo que Áries é Cardeal, Masculino e de Fogo, Touro é Fixo, Feminino e de Terra, Gêmeos é de Ar, Masculino e Mutável, etc. Conseqüentemente e com todas as combinações possíveis, chegamos ao total dos 12 signos do zodíaco, cada um com suas características próprias.

Os quatro elementos não são somente símbolos ou conceitos abstratos, mas referem-se às forças vitais que se manifestam em toda a criação e que podem ser percebidas pelo sentido físico. Os elementos constituem a base da astrologia e de todas as ciências ocultas e abrangem também tudo aquilo que percebemos com o olhar, tudo aquilo que experimentamos. Consideramos que a terra é sólida, a água é líquida, o ar é gasoso e o fogo é plasma ou energia irradiada e, portanto, concluímos que a mistura desses elementos compõem tudo o que nos cerca. A medicina antiga já se baseava nestes quatro elementos para classificar os tipos humanos, associando-lhes certas doenças ou predisposições físicas e mentais. Por essa razão, a importância do elemento ao qual alguém pertence determina também sua manifestação psicológica e energética.

O conceito dos quatro elementos é também base da filosofia da medicina Ayurvedica, mas pode ser encontrado na medicina chinesa e japonesa, e era considerado base também da filosofia grega. Já na Europa da idade média e da Renascença, desenvolveu-se ainda mais a teoria dos quatro elementos, conectando-a com os quatro temperamentos básicos conforme os ensinamentos de Hipócrates. Segundo a doutrina dos quatro humores, o sangue é armazenado no fígado e levado ao coração, onde se aquece, sendo considerado quente e úmido; a fleuma, que compreende todas as secreções mucosas, provém do cérebro e é fria e úmida por natureza; a bile amarela é secretada pelo fígado e é quente e seca, enquanto a bile negra é produzida no baço e no estômago e é de natureza fria e seca.

A doutrina dos quatro humores (usada na medicina antiga) encaixava-se perfeitamente na concepção filosófica da estrutura do universo. Estabeleceu-se uma correspondência entre os quatro humores e os quatro elementos (terra, ar, fogo e água), e com as quatro formas de manifestação (frio, quente, seco e úmido) que também podem ser relacionados com as quatro estações do ano (inverno, primavera, verão e outono).
O estado de saúde do ser humano também dependeria da exata proporção e da perfeita mistura dos quatro humores, que poderiam alterar-se por ação de causas externas ou internas (a relação com o meio ambiente). O excesso ou deficiência de qualquer dos humores, assim como o seu isolamento ou miscigenação inadequada, causariam as doenças com o seu cortejo sintomático dos quatro temperamentos humanos específicos.
As filosofias orientais acrescentem, no entanto, um 'quinto elemento', o éter que relacionam ao espírito puro (Obs: é esse conceito que é usado no I'Ching e no Feng Shui) que poderia ser o SHIN dos cabalistas ou o Espírito Santo dos Cristãos. Mas voltando aos elementos básicos podemos contrapor também: o seco com o úmido e o quente com o frio e obteremos:


O temperamento bilioso ou colérico depende dos signos de Fogo que são: Áries, Leão e Sagitário. Conferem natureza ativa e intuitiva, excitável e temerária.
O temperamento nervoso depende dos signos de Terra: Touro, Virgem e Capricórnio; conferem disposição sensível e melancólica e caráter nervoso.
O temperamento sanguíneo depende dos signos de Ar: Gêmeos, Libra e Aquário, que têm tendências intelectuais e pensativas.
O temperamento flegmático (ou linfático) depende dos signos de Água: Câncer, Escorpião e Peixes, que possuem tendências sentimentais e emocionais.

Portanto, concluímos que a combinação desses elementos pode acontecer de várias maneiras, mas é difícil encontrar um individuo com todos esses elementos em igual quantidade. Através da análise do mapa astral natal, podemos conhecer qual será a 'mistura' que determinará o temperamento da pessoa, e que o inclinará a um tipo de doença e não a outra. O signo solar determina em grande parte a forma como iremos expressar esse temperamento, por identificação com o elemento no qual ele se encontra. Assim, os signos de Ar se identificam com o reino do pensamento e para eles o pensamento é tão real quanto qualquer objeto material. Os signos de Água vivem predominantemente no mundo dos sentimentos e seu estado emocional determina seu comportamento. Os signos de Terra são assentados no mundo material e as preocupações com a sobrevivência são básicas para a sua expressão. Os signos de Fogo vivem num eterno estado de excitação e a atividade é necessária para o seu bem estar.

Por essa razão o signo do Sol que determina como vemos a vida, não é suficiente para descrever nossa natureza, já que muitos outros elementos compõem nosso temperamento determinando sua força de expressão e comportamento. A palavra temperamento deriva do latim 'temperamentum' que significa uma 'mistura de proporções'. A astrologia pode indicar o signo solar como padrão de identificação, mas é essa mistura, 'a mistura dos diferentes elementos', que determinará o resultado final. Afinal, um bolo é basicamente feito de farinha, ovos, leite, manteiga, etc. Porém, vejam quantas diferentes receitas podemos fazer com esses componentes! A astrologia atribui um determinado valor (ou peso) ao Sol, à Lua e aos planetas, assim, a predominância deles num determinado elemento irá determinar também a predominância do temperamento daquele indivíduo.

Bem, caros leitores, esse artigo parece um pouco complicado, mas o escrevi respondendo a um anseio de muitos internautas que me escreveram procurando compreender um pouco melhor essa maravilhosa ferramenta que é a astrologia. Não pretendo esgotar o assunto nos artigos publicados no site (que são muitos!), mas desejo sempre oferecer um pouco de conhecimento que ajudará os leitores a se compreender melhor e, ao mesmo tempo, àqueles que os rodeiam!
Já que ainda estamos no signo de Gêmeos, já amplamente descrito anteriormente, espero ter contribuído um pouco mais para que você, leitor, compreenda a natureza daquele seu amigo, filho, irmão, marido geminiano!
Aceitar as diferenças nos enriquece e torna mais fáceis os relacionamentos. Afinal, somos todos diferentes na manifestação, mas Somos Todos Um!

Uma boa semana cheia de Luz e Paz!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

O amor e a dor



O amor, o mais nobre e valioso sentimento que podemos experimentar, deveria ser fonte apenas de alegria. Entretanto, para um grande número de pessoas ele é, na maior parte das vezes, causa de grande sofrimento.

Quando começa a vivenciar sua afetividade de modo mais amplo, ou seja, fora da esfera da família, o ser humano é colocado diante de muitos desafios, que colocam em teste todos os aspectos de seu ser.

A segurança interior, o amor próprio e a autoconfiança, se foram bem desenvolvidos e estruturados durante o processo de crescimento, permitirão que a relação e a troca com o outro se dê de maneira saudável e natural.

Mas, se isto não aconteceu e a carência de afeto e nutrição interior se estabeleceu, ele passará a procurar no outro alguém que irá preencher o seu vazio interno.

A partir daí, a segurança a respeito de si mesmo dependerá sempre da avaliação exterior, e quando esta aprovação não vem, ele se transforma numa pessoa infeliz, para quem uma perda ou separação se torna uma questão de vida ou morte.

Não são poucas as pessoas que acabam desistindo da vida porque alguém as decepcionou e não lhes deu o amor que elas esperavam receber. Outras continuam vivendo, porém, desenvolvem um medo do relacionamento e acabam por optar pela solidão como defesa contra o sofrimento.

Há, ainda, aquelas que se sujeitam a todo tipo de exploração e abuso emocional, vivenciando relacionamentos doentios pela incapacidade de se verem sozinhas, ainda que a relação de afeto que possuam seja apenas uma ilusão.

Não há possibilidade de se experimentar o amor de forma plena sem que este sentimento seja direcionado antes de tudo para si mesmo. Aquele que não se ama, nem consegue enxergar em si qualidades positivas, certamente dependerá de forma absoluta da aceitação do mundo exterior.

Quando se valoriza, a pessoa busca no outro uma parceria saudável, com quem pode compartilhar a vida em todas as suas dimensões, mas sem apego e dependência doentios. Esta é a única possibilidade de que o amor se transforme em fonte de alegria e não em motivo de angústia e dor.

" A Constante Aventura do Amor
Essa é a alegria do amor: a exploração da consciência. Se você se relaciona, e não reduz isso a um relacionamento, então, o outro tornar-se-á um espelho para você. Descobrindo o outro, você estará descobrindo a si mesmo também. Aprofundando-se no outro, conhecendo seus sentimentos, seus pensamentos, seus mais profundos movimentos, você estará conhecendo suas mais profundas agitações também.

... Relacionem-se... Prossigam procurando, buscando um ao outro, encontrando novas maneiras de amar um ao outro, encontrando novas maneiras de estar um com o outro. E cada pessoa é um mistério tão infinito, inexaurível, insondável, que jamais será possível que você possa dizer, "eu a conheci", ou, "eu o conheci". No máximo você pode dizer, "eu tentei o melhor que pude, mas o mistério permanece um mistério".

Na verdade, quanto mais você conhece, mais o outro se torna misterioso. Desse modo, o amor é uma aventura constante".

Osho: The Book of Wisdom

Acreditando no impossível



William Blake diz em um de seus textos: "tudo aquilo que hoje é uma realidade, antes era apenas parte de um sonho impossível". E por causa disso temos hoje o avião, os vôos espaciais, o computador em que neste momento escrevo a coluna, etc.

Em sua famosa obra-prima "Alice através do espelho" há um diálogo entre o personagem principal e a rainha, que acabara de contar algo extraordinário.

"Não posso acreditar", diz Alice.

"Não pode?", a rainha repete com um ar triste. "Tente de novo: respire fundo, feche seus olhos, e acredite".

Alice ri: "Não adianta tentar. Só tolos acham que coisas impossíveis podem acontecer".

"Acho que o que lhe está faltando é um pouco de prática", responde a rainha.

"Quando eu tinha sua idade, eu treinava pelo menos meia-hora por dia. Logo depois do café da manhã, fazia o possível para imaginar cinco ou seis coisas inacreditáveis que poderiam cruzar meu caminho, e hoje vejo que a maior parte das coisas que imaginei se tornaram realidade. Inclusive, eu me tornei rainha por causa disso".

A vida nos pede constantemente: "acredite!".

Acreditar que um milagre pode acontecer a qualquer momento é necessário para nossa alegria, mas também para nossa proteção ou para justificar a nossa existência.

No mundo de hoje, muita gente julga impossível acabar com a miséria, ter uma sociedade justa, diminuir a tensão religiosa que parece crescer a cada dia.

A maior parte das pessoas evita a luta sob os mais diversos pretextos: conformismo, maturidade, senso de ridículo, sensação de impotência. Vemos a injustiça sendo feita a nosso próximo, e ficamos calados. "Não vou me meter à toa em brigas", é a explicação.

Isto é uma atitude covarde. Quem percorre um caminho espiritual, carrega consigo um código de honra a ser cumprido; a voz que clama contra o que está errado é sempre ouvida por Deus.


De Paulo Coelho

Como a cidade foi pacificada



Conta uma velha lenda que determinada cidade, nas montanhas dos Pirineus, era um verdadeiro reduto de traficantes, contrabandistas, e exilados. O pior destes criminosos, um árabe chamado Ahab foi convertido por um monge local, Savin, e resolveu que aquela situação não podia continuar assim.

Como era temido por todos, mas não queria mais usar sua reputação de mau para atingir seu intento, momento algum ele tentou convencer alguém. Já que conhecia a natureza dos homens; iam confundir honestidade com fraqueza, e logo seu poder seria colocado em dúvida.

O que fez foi chamar alguns carpinteiros de uma aldeia vizinha, dar-lhes um papel com um desenho, e mandar que construíssem algo no lugar onde hoje está a cruz que domina o povoado. Dia e noite, durante dez dias, os habitantes da cidade ouviram o barulho de martelos, viam homens serrando peças de madeira, fazendo encaixes, colocando parafusos.

No final de dez dias, o gigantesco quebra-cabeça foi montado no meio da praça, e coberto com um pano. Ahab chamou todos os habitantes para que presenciassem a inauguração do monumento.

Solenemente, sem qualquer discurso, ele retirou o pano.

Era uma forca.

Com corda, alçapão e tudo. Novinha, coberta com cera de abelha, de modo que pudesse resistir durante muito tempo às intempéries. Aproveitando a multidão aglomerada ali, Ahab leu uma série de leis que protegiam os agricultores, incentivavam a criação de gado, premiavam quem trouxesse novos negócios para a região, acrescentando que dali por diante teriam que arranjar um trabalho honesto ou mudar-se para outra cidade. Não mencionou uma vez sequer o "monumento" que acabara de inaugurar; Ahab era um homem que não acreditava em ameaças.

No final do encontro, vários grupos se formaram; a maioria achava que Ahab tinha sido enganado pelo santo, já não tinha a mesma coragem de antes, era preciso matá-lo. Nos dias que se seguiram, muitos planos foram feitos com esse objetivo. Mas todos eram obrigados a contemplar aquela forca no meio da praça, e se perguntavam: o que ela está fazendo ali? Será que foi montada para matar os que não aceitarem as novas leis? Quem está do lado de Ahab, e quem não está? Temos espiões em nosso meio?

A forca olhava os homens, e os homens olhavam a forca. Pouco a pouco, a coragem inicial dos rebeldes foi dando lugar ao medo; todos conheciam a fama de Ahab, sabiam que ele era implacável em suas decisões. Algumas pessoas abandonaram a cidade, outras resolveram experimentar os novos trabalhos sugeridos, simplesmente porque não tinham para onde ir, ou por causa da sombra daquele instrumento de morte no meio da praça. Tempos depois, o local estava em paz, tornara-se um grande centro comercial da fronteira, começou a exportar a melhor lã e produzir trigo de primeira qualidade.

A forca ficou lá durante dez anos. A madeira resistia bem, mas periodicamente a corda era trocada por uma nova. Nunca foi usada. Nunca Ahab disse uma palavra sequer sobre ela. Bastou sua imagem para mudar a coragem em medo, a confiança em suspeita, histórias de valentia em sussurros de aceitação. No final de dez anos, quando a lei finalmente imperava em Viscos, Ahab mandou destruí-la e construir uma cruz em seu lugar.

Kazantzakis e Deus

Durante toda a sua vida, o autor grego Nikos Kazantzakis (Zorba, A Ultima Tentação de Cristo) foi um homem absolutamente coerente. Embora abordasse temas religiosos em muitos de seus livros – como uma excelente biografia de São Francisco de Assis – sempre considerou a si mesmo como um ateu convicto. Pois é deste ateu convicto, uma das mais belas definições de Deus que eu conheço:

"Nos olhamos com perplexidade a parte mais alta da espiral de força que governa o Universo. E a chamamos de Deus. Poderíamos dar qualquer outro nome: Abismo, Mistério, Escuridão Absoluta, Luz Total, Matéria, Espírito, Suprema Esperança, Supremo Desespero, Silêncio. Mas nós a chamamos de Deus, porque só este nome - por razões misteriosas – é capaz de sacudir com vigor o nosso coração. E, não resta dúvida, esta sacudida é absolutamente indispensável para permitir o contacto com as emoções básicas do ser humano, que sempre estão além de qualquer explicação ou lógica."

Ben Abuyah e o aprendizado

O rabino Elisha Ben Abuyah costumava dizer:

"Aqueles que estão abertos às lições da vida, e que não se alimentam de preconceitos, são como uma folha em branco, onde Deus escreve suas palavras com a tinta divina."

"Aqueles que estão sempre olhando o mundo com cinismo e preconceito, são como uma folha já escrita, onde não cabem novas palavras."

"Não se preocupe com o que já sabe, ou com o que ignora. Não pense no passado nem no futuro, apenas deixe que as mãos divinas tracem, a cada dia, as surpresas do presente".


A natureza Geminiana



O Sol está no signo de Gêmeos. Terceiro signo da roda zodiacal, pertence ao elemento AR e tem a qualidade mutável. Seu planeta regente é Mercúrio. Representamos o signo pelo numero II romano, para mostrar a sua natureza dupla e multiplicadora.
A curiosidade dos geminianos é notória e quem conhece um pouco de astrologia logo nota na vivacidade do olhar, nos gestos fáceis e ágeis, na vivacidade da expressão, uma pessoa que pertence a este signo. É verdade que basta ter o planeta Mercúrio em evidência no mapa natal, como possuí-lo no Ascendente ou em bom aspecto com o Sol, para expressar essa natureza geminiana.

O terceiro signo do zodíaco representa a fase da vida em que a criança começa a descobrir o mundo que a rodeia. Ela abre os olhos para algo que a atrai, um objeto, uma cor viva, um som, o sorriso da mãe. Assim, aos poucos, ela desenvolve os cinco sentidos. Aprende a reconhecer o sabor dos alimentos, estende os bracinhos para ser pega no colo, balbucia as primeiras sílabas e começa a dar os primeiros passos para descobrir algo que está muito além de seu bercinho. Por essa razão os pediatras e psicólogos aconselham os pais a oferecerem muitos estímulos ao bebê nos primeiros anos de vida! Um bebê sem estímulo terá poucas oportunidades para desenvolver todo o seu potencial intelectual e criativo. No entanto, o excesso de estímulo, como aquele que acontece atualmente em nossas grandes cidades onde temos acesso fácil à informação através dos meios de comunicação rápidos como a internet, onde existe um excesso de barulho ou de outdoors, pode ser prejudicial ao desenvolvimento equilibrado do cérebro da criança.

Uma criança que fique horas na frente da TV, ou jogando vídeogames não obterá uma motivação adequada e equilibrada e sofrerá prematuramente de estresse físico e mental. No entanto, é também verdade que o geminiano tem a habilidade natural para fazer muitas coisas ao mesmo tempo, para assimilar facilmente conceitos e informações, prestar atenção na TV, na conversa na cozinha, no passarinho que voa lá fora e que ele vê rapidamente pela janela. Essa é a natureza geminiana. Porém, fazer muitas coisas ao mesmo tempo pode significar não fazer nenhuma até o fim! Pois é, uma das coisas mais difíceis para o geminiano é manter-se focalizado num só assunto e segui-lo até o fim.

Os signos de ar são naturalmente intelectuais, porém o signo de Gêmeos é astrologicamente aquele que tem a natureza do 'vento primaveril', é o mais volátil de todos. Quem conhece um pouco as estações do hemisfério norte sabe a que me refiro. Na primavera, um dia faz calor e um dia faz frio, chove e faz sol no mesmo dia, e o vento (ah, esse vento brincalhão!) está sempre presente a levantar saias e despentear as cabeleiras, fazer voar os chapéus ou os panos estendidos! Aqui no hemisfério sul, este período corresponde ao outono que também é uma estação de mudança, e nos presenteia com dias frios e outros quentes, dias secos e outros úmidos e chuvosos, dias ventosos e instáveis!

Nada é estável neste mês de Gêmeos. A natureza geminiana não é estável. Eu costumo compará-la a uma bandeira esvoaçante ou a uma biruta de aeroporto, aquela que indica a direção do vento. Nos barcos à vela, coloca-se um pequeno fio colorido amarrado ao mastro para ajudar o marinheiro a reconhecer a direção do vento e, desta feita, armar a vela na boa direção e seguir o rumo. A energia deste mês pode ser benéfica ou maléfica, você escolhe como usá-la e conseguir seguir o seu rumo na direção certa. Se você souber canalizá-la poderá conseguir neste mês muito mais do que em todos os outros meses do ano! Poderá fazer contatos, adiantar projetos, tocar mais de um assunto ao mesmo tempo, tudo com extrema facilidade. No entanto, você também pode desperdiçar as energias, dispersando-as, como sementes ao vento ou até perdendo o rumo. Deste modo, não saberá se elas irão dar frutos. Você pode tocar várias coisas ao mesmo tempo, ler vários livros, iniciar vários projetos e... não terminar nenhum! Você estará desperdiçando suas energias e não usará corretamente a Luz que o Cosmos lhe fornece gratuitamente.

Lembremos que na mitologia greco-romana, Mercúrio era o mensageiro dos deuses. O mensageiro leva e traz informações. Faz comércio, compra e vende coisas, faz trocas. Mas como faremos tudo isso se não terminamos aquilo que começamos? Como podemos fazer nosso papel corretamente se deixamos inacabados nossos projetos? Eu costumo pensar que o desperdício é um pecado, pois priva os outros de algo que nós estamos jogando fora. Por essa razão, procuro sempre compartilhar, passar adiante um pouco daquilo que aprendo, assim como passo adiante aquilo que eu não uso mais. Se Deus me deu um dom não devo desperdiçá-lo. A natureza volátil de Gêmeos me parece, usando uma metáfora, como uma borboleta que vai de flor em flor, sugando o açúcar e ao mesmo tempo transportando o pólen fertilizador. Talvez ela não esteja consciente desse seu papel polinizador, mas Deus a dotou desse dom e ela o cumpre, instintivamente. Nós, seres dotados de razão (às vezes eu chego a duvidar!) podemos fazer nosso papel voluntariamente e de forma consciente.

Enquanto o Sol permanecer no signo de Gêmeos devemos procurar dentro de nós uma habilidade, um dom, um conhecimento e compartilhá-lo com outra pessoa. Eu mesma sou uma pessoa 'multi-tarefas' e preciso fazer um enorme esforço para terminar aquilo que inicio. Leio muitos livros ao mesmo tempo, ouço todas as notícias, estou sempre informada sobre tudo o que acontece, me comunico facilmente e aprendo tudo com a mesma facilidade. Com sabedoria (e com o amadurecimento próprio da idade), procuro fazer um esforço para ser mais organizada, terminar minhas tarefas, canalizar minhas ações num foco determinado. E procuro ler, estudar, me instruir sempre e continuamente e, sobretudo, procuro de modo constante utilizar meu conhecimento não somente em meu próprio benefício, mas no dos outros. Humildemente, agradeço a Deus por esse 'bom Mercúrio' que Ele me deu e procuro transmitir meu aprendizado como um simples e humilde veículo de Luz. E agradeço a vocês, caros leitores, que com seus e-mails, com seus relatos de vida, me oferecem a ocasião de compartilhar e enriquecer ainda mais meu conhecimento todos os dias.

O conselho da semana nos é fornecido pelas três letras que compõem o nome de DANIEL, o gênio cabalístico de nº 50. O salmo de oração é o de nº 102. Vamos pedir que Ele nos ajude a descobrir nossos dons, manter o foco em nossas ações e, principalmente, que nos ajude a despertar a paciência e a perseverança para terminar nossas tarefas alcançando nossas metas.

YUD NUN DALET

Aprenda a divertir - se!!!



Patrícia Casé me disse ao telefone: "estou fazendo esforço para me divertir".

Na hora, a frase me chocou: como forçar uma situação de prazer?

Depois, refletindo sobre o comentário aparentemente contraditório, vi que tinha uma certa razão. Somos rigorosos com o trabalho que envolve nossos sonhos. Mas nos deixamos levar por isto, e perdemos as pequenas distrações que dão sabor à vida.

As cordas que estão sempre tensas terminam desafinando. Os guerreiros que estão sempre treinando, perdem a espontaneidade na luta.

Então temos que exigir de nós mesmos um pouco de alegria. Não é difícil encontrá-la; está nas pequenas coisas do dia-a-dia.

É preciso fazer um esforço e se divertir, para não deixar que o bom combate vire rotina.


De Paulo Coelho

Insatisfação



Sentir-se insatisfeito com a própria vida é um sentimento que a maioria de nós experimenta ou já experimentou em algum momento. A insatisfação pode ter raízes muito mais profundas e geralmente está relacionada a emoções como a frustração, a mágoa ou uma autoconfiança frágil.

Quando a projetamos em circunstâncias exteriores de nossa vida -como a falta de dinheiro para adquirir algum bem material ou a não realização na área afetiva-, e não olhamos profundamente para nosso interior, a fim de descobrir onde ela se origina, podemos desenvolver um padrão mental de reclamações e queixas que alimenta ainda mais o ressentimento e a infelicidade.

Descobrir a fonte da insatisfação pode nos trazer respostas que a princípio podem não ser fáceis de encarar. Entretanto, olhar com coragem para nossos medos e covardias pode ser útil para enxergarmos as alternativas capazes de nos levar a um estado de realização e plenitude.

A atenção ao padrão usual de pensamentos que nossa mente cultiva é o passo inicial neste processo. Através dele, poderemos perceber até que ponto nos tornamos excessivamente queixosos e incapazes de vislumbrar uma nova maneira de lidar com a vida e seus problemas.

Conseguir dimensionar de modo realista aquilo que nos aborrece e distinguir o que é, de fato, significativo, é uma qualidade essencial para nos libertarmos da insatisfação e não permitir que ela se torne uma doença crônica.

A cura só vem quando colocamos todo o foco sobre as razões de nosso tormento e nos dispomos a realizar tudo o que estiver ao nosso alcance para experimentar uma nova energia.

"UMA MENTE QUEIXOSA, NUNCA ESTÁ EM PAZ

... Não reclame, não se queixe a respeito de nada. Pare de queixar-se por três dias!

Não reclame se a comida está ruim. Não resmungue se os mosquitos picam você à noite.
Por três dias permaneça em total aceitação de tudo o que possa acontecer. Os mosquitos ganharão algo, é claro, mas você ganhará mais, muito mais.
Se a comida não está boa, ela prejudicará um pouco seu corpo, mas prejudicará você muito mais, se queixar a respeito.

E há razões para isto - uma mente queixosa nunca está em paz.
Nossas reclamações são insignificantes, mas o que nós perdemos é muito.
Então, não reclame. Por três dias compreenda claramente que você não reclamará de nada. O que é, é. Da maneira que é, é. Aceite absolutamente.
Então, estes três dias serão maravilhosos.

Se por estes três dias você permanecer acima das questões insignificantes, se você aceitar tudo como é e deleitar-se nisso, então você cessará de ter qualquer queixa para o resto da sua vida - porque, então, você saberá o quão tranquilo e alegre é viver sem lamentações.

Por três dias desista de todas as questões insignificantes!"

OSHO - In Search Of The Miraculous

A Beleza afinal para que serve?



Ninguém consegue ficar indiferente à beleza. Por causa, dela, gastamos dinheiro com roupas, cosméticos e ginástica e viajamos para apreciar as maravilhas da arte e da natureza. Qual será o estranho motivo que atrai nosso olhar para as coisas e as pessoas que achamos belas? Elas são bonitas por si mesmas ou é a cultura que nos leva a vê-las desse modo? A busca de uma resposta mobiliza filósofos e cientistas. (Documentário. "Beleza – harmonia e Perfeição" – Channel Discovery – 1994).

Para se tentar compreender a beleza, imaginemos um mundo sem beleza, sem cor, sem ordem. Esse mundo seria sem vida, sem calor, sem emoção. Nossos cérebros foram programados para ver ordem e beleza no mundo.

Podemos tentar compreender a beleza como sendo a definição de cada pessoa, nós definimos o que ela é, podemos dizer que a beleza está nos olhos de quem a vê. Mas a ciência não vê assim, ela tenta entender por que gostamos do que gostamos? A beleza é o rosto de narciso, aquele que se apaixona por sua própria imagem, é caminho para a percepção e comunicação. É difícil colocar o rosto nas palavras. Nosso cérebro reconhece o rosto, estão afastados aí os mecanismos psicológicos. O que nos faz preferir um rosto a outro? No rosto há informações sobre o indivíduo, se são saudáveis simbolizam: beleza, saúde e simetria (equilíbrio entre o lado direito e esquerdo). A Medição de simetria determina a saúde de um rosto. Avaliamos a beleza por grau de atratividade, a beleza clássica tem simetria, a simetria anuncia saúde física. Alguns animais machos tem simetria, se aprumam, quando chegam perto da fêmea, e vivem mais que os assimétricos, tem mais saúde, pois possuem mais simetria.

O rosto simétrico, tem mais .vantagens, a pessoa é mais bem sucedida. Temos esse modelo simétrico na mente, procuramos simetria na natureza.(nas cachoeiras, no mar, nas montanhas, etc.), e quando não encontramos criamos. Na verdade é como a coisa deve ser. A simetria está em todo o lugar, entrelaçada na natureza.

Buscamos os rostos para ressaltar a simetria nos indivíduos. A economia e a religião tem influência, não é só sentimento. Se você é humano valoriza a beleza, saúde e juventude. A beleza não serve para medir o caráter, é uma característica que nos ajuda no jogo da vida, mas existem outros atributos como a inteligência e o charme, que ofuscam a fórmula, mistérios explicados pela alma faz o corpo ficar bonito.

A elegância da matemática é fundamental para a manutenção da ordem na natureza. Em tudo se encontra a matemática, do micróbio ao homem, existe uma estrutura geométrica. O homem é pura matemática. A matemática explica o perfume das rosas, isso se deve pelo fato da mesma ter a seqüência Fibonati, que é a uma série numérica simples, iniciando com 0 e 1 cada nº 1 da série e a soma dos dois anteriores, essa seqüência também se encontra na reprodução dos coelhos, o número de coelhos existindo ao longo dos meses, reproduz a seqüência Fibonatti. Em algumas plantas podemos encontrar a seqüência Fibonatti ,os galhos vão crescendo um acima do outro do nº 1 ao nº 8.

Nas coisas belas está escondida uma equação, desde bebê nosso cérebro é programado para perceber a beleza particular, podemos desde a infância definir nossos padrões. A beleza da natureza é um equilíbrio entre a ordem e o caos. A ciência descobriu os Fractais, que é um objeto geométrico que pode ser dividido em partes, cada uma das quais semelhante ao objeto original. significa que cada uma das partes reflete o todo, incluem elementos repetitivos. Essas estruturas geométricas são de grande complexidade e beleza, a imagem fractal, é gerada por computador a partir de uma fórmula matemática. Fórmula simples, mas processadas milhares de vezes e coloridas, dão origem a fantásticas refletem o mundo, criado no computador.

Até a desordem gera padrões, os padrões emergem do caos, são estruturas que trazemos dentro de nós quando nascemos, padrões que fazem com que a natureza se mantenha viva. Nós somos o caos, nosso interior é o caos. Os índios Navajos tecem seus tapetes com os desenhos simétricos criados por eles. Os Navajos, acreditam que através desses desenhos matemáticos possam experimentar a ordem do mundo, pois o ser humano já tem isso dentro de si precisa se harmonizar para encontrar o equilíbrio. O padrão de vida de cada pessoa reflete sua beleza do mundo. "beleza é a medida do homem".

Construir é essencial para expressão da humanidade, criação é a esperança diante do mundo, os edifícios suntuosos prestam um tributo a beleza. Padrões é a matemática da natureza, que geram nossos projetos quando nos propomos a realizá-los. Existe uma proporção áurea = 1,61803398. Os Pitagóricos (escola grega – séc. VI e V a.C.), estudaram as relações dos números com a natureza, arte e música. A uma dessas relações mais importantes que encontraram deram o nome de razão áurea ou razão divina. O número de ouro é um número irracional, misterioso e enigmático que surge em vários elementos da natureza .

Aristóteles e os arquitetos usaram a proporção áurea em suas criações. O Parthenon e a Catedral de Notre Dame foram construídas com o número áureo, e Michelangelo utilizava também esse número.

Também existe matemática no corpo humano, se substituir as proporções do corpo humano pelo número sagrado, as medidas vão se revelar as mesmas, podemos observar o "homem Vitruviano de Leonardo da Vinci. Encontramos arquitetos no planeta, o pássaro azul constrói seu ninho, projetamos imagens naquilo que construímos.

A beleza também é matemática da música. Pode ser invisível, mas existem padrões no ar que fazem nossos espíritos se elevarem. Para Pitágoras o som dissonante não é feito no intervalo exato. Nosso senso estético é materialista no mundo. A relação entre estrutura e sons é essencial para criação da beleza do homem.

Beleza, é a ciência que diz, que até certo ponto pode revelar nosso rosto (simétrico), na natureza surge um padrão interno, a natureza pode criar olhos belos. É uma propriedade real e objetiva do universo, e o processo de perceber o universo é reforçar esse padrão existente em nós. A beleza é ao mesmo tempo, objeto e observador, é a consciência do homem em seu mundo.

Miriam Cristina


quarta-feira, 3 de junho de 2009

AROMAS

É LOUCURA


É loucura...


Odiar todas as rosas porque uma te picou...


Enterrar todos os teus sonhos porque um não se realizou...


Desistir de todos os esforços porque um deles fracassou...


Condenar todas as amizades porque uma te traiu...


Não crer em nenhum amor porque um deles te foi infiel...


Deitar fora todas as oportunidades de ser feliz porque uma tentativa não deu certo...


Espero que na tua passagem pela vida não cometas nenhuma destas loucuras.


Lembra-te que, em tudo na vida, há sempre uma outra oportunidade!

SERIA TÃO DIFERENTE...



Seria tão diferente se os sonhos que a gente gosta não terminassem tão de repente...


Seria tão diferente se os bons momentos da vida durassem eternamente...


Seria tão diferente se a gente de quem nós gostamos gostasse um pouco de nós também...


Seria tão diferente se quando chorássemos fosse sò de alegria...


Seria tão diferente se a gente que nós amamos sentisse o que a gente sente...


Mas...


é tudo tão diferente... !


Os sonhos de que a gente gosta terminam sempre tão depressa...

SERÁ VERDADE?



'Das grandes amizades nascem os verdadeiros amores.'



Será que pode ser verdade?

terça-feira, 2 de junho de 2009

OLHEM PARA CIMA


O ser humano, tal como vem à terra, é um ser frágil e indefeso. Necessita de protecção, atenção, necessita de saber que é amado, que é compreendido. Tudo isso são coisas que podemos dar cá em cima.
Quando vocês vêm cá acima é isto que procuram, este sentimento de protecção, esta certeza de que há, algures, alguém que cuida de vós como se fossem filhos. Adorados filhos, sem mácula.

A vossa procura é legítima e tem razão de ser. É o que estamos cá para fazer. É o que desejamos fazer. Estamos prontos para isso. Estamos ansiosos por isso. Mas para isso é preciso terem fé. Acreditarem que podemos fazê-lo. Acreditarem que são únicos, especiais e amados por tudo o que são. Pelas tentativas e pelas falhas. Pela coragem e, às vezes, pela cobardia.

É preciso que venham cá acima. Que se conectem, que abram o vosso coração no sentido de receber paz. E amor incondicional. Esse amor de que é feito o céu e que está livre para ser dado aos homens. Aos homens de boa vontade.

A família, os amigos, enfim, os outros não podem amar incondicionalmente, esse é um atributo do céu. Amam, mas com um amor condicionado, pois vocês aí em baixo são espelhos uns dos outros, e a tendência é exigir que o outro seja aquilo que tu esperas dele, isto é, aquilo que gostarias de ser.
Um amor altamente condicionado, portanto.

Olhem para cima. Venham buscar protecção. Parem de exigir dos outros o que eles não podem dar, por ser sagrado. Por ser divino.

A Alma Iluminada, Alexandra Solnado

terça-feira, 26 de maio de 2009

Meditação Angelical


A prática da meditação é de um valor incalculável para todos aqueles que desejam avançar pelo caminho espiritual, pois ao aquietar nossa natureza inferior, nos permite manifestar os níveis superiores do nosso ser, os mesmos que nos comunicam e nos unificam com os planos mais elevados da existência, com os Anjos e com Deus.

O ideal é dispor de um lugar onde ninguém e nada nos incomode, um cantinho sagrado onde nosso espírito possa recolher-se em paz, isolado o máximo possível do mundo exterior.

Na verdadeira meditação , a atividade mental se reduz a níveis mínimos. Trata-se simplesmente de sentar sem fazer nada. É deixar a mente em branco, observando calmamente nossos movimentos, com atenção, mas sem interferir neles. Idéias e imagens virão a nossa mente, e do mesmo modo partirão para deixar lugar a outras. Não devemos nos preocupar com elas, pois a mente é como um espelho. Seu trabalho é refletir imagens, porém nós não somos essas imagens. Tampouco somos a mente. Esta é tão somente um instrumento do qual devemos nos servir. A meditação limpa esse espelho e afina esse instrumento, para que, por intermédio dele, possamos alcançar o mais elevado, possamos chegar à consciência do nosso Ser real, da unidade de todas as coisas, de Deus.

Meditar não é pensar, não é imaginar e não é visualizar. Todas essas atividades são úteis e cumprem uma função insubstituível no caminho espiritual, mas não são consideradas meditações.

Os Anjos conhecem a importância da meditação e por ela estão dispostos a nos ajudar. Os sete tópicos seguintes podem ser utilizados como guias:

1. Adaptar o ambiente. Reduzir a luz, talvez acendendo uma vela e um incenso, se sentimos que ele pode nos ajudar.

2. Sentarmos comodamente. Com as costas eretas, os pés descansando no chão e as mãos colocadas sobre as coxas.

3. Fazer um pedido mental aos Anjos, nosso irmãos mais velhos, para que nos protejam e nos ajudem na meditação que vamos iniciar. Esse pedido não pode ser verbalizado nem mentalmente. Um rápido pensamento será suficiente. Em seguida podemos visualizar os Anjos fazendo, com suas asas, um arco sobre nossa cabeça, envolvendo-nos totalmente, e formando uma verdadeira cadeia protetora sobre nós, pela frente, por trás, pelos lados e por baixo. Ao mesmo tempo, visualizamos os Anjos invocando à Luz que do alto desça até nós.

4. Uma vez estabelecida essa proteção angelical, devemos nos esquecer dela e nos concentrar, por um breve momento, outra vez em nossa respiração. Devemos contar sete ou nove ciclos respiratórios completos. Não é preciso tentar respirar de nenhum modo especial, não devemos fazer nada, apenas deixar que a respiração flua naturalmente.

5. Esse não fazer nada já significa estar meditando. Algumas pessoas obtêm bons resultados quando fixam mentalmente em algum ponto, mas na realidade, não precisamos fixar em absolutamente nada.

6. Quando sentirmos que o tempo se esgotou, voltamos a ficar conscientes do processo respiratório. Em seguida, devemos agradecer mentalmente aos Anjos por sua ajuda e proteção, e, em troca, oferecer-lhes nossa ajuda quando eles desejarem. A seguir moveremos ligeiramente os dedos dos pés, depois os das mãos, para finalmente podermos abrir os olhos dando a sessão por encerrada.

Os Anjos conhecem a importância da meditação e estarão sempre prontos a nos ajudar na sua realização. E aqueles que nos tenham auxiliado e protegido na primeira vez estarão ansiosos por fazê-lo de novo, estabelecendo com isso, entre eles e nós, uma relação muito forte, uma espécie de sociedade ou de espírito de equipe.

É a "Fraternidade dos Anjos e dos Homens".


segunda-feira, 25 de maio de 2009

Dê um bom exemplo


Sabe aquelas frase: 'Faça o que eu digo e não o que eu faço'?

Quantas pessoas se autonomeiam bons cidadãos e depois jogam lixo pela janela do carro? Vemos isso todos os dias.
E os pais que dizem aos filhos que não se deve roubar, ao mesmo tempo em que sonegam impostos ou roubam seu sócio e ainda se gabam do fato? Pois essa semana queria refletir sobre nossas acções reais.


Quantos de nós se levantam de manhã e pensam realmente que suas acções farão a diferença? E você, que se encontra no caminho da espiritualidade, levanta cada manhã e pensa que aquilo que você faz hoje, a forma como você pensa ou trata as outras pessoas, seu exemplo de comportamento terá um impacto no mundo inteiro? Puxa, quantas perguntas!


O Sol está entrando no signo de Gêmeos que é um signo relacionado com a razão, a forma de pensar e de comunicar. Terceiro signo do Zodíaco, Gêmeos é regido pelo planeta Mercúrio, o Deus grego que tinha asas nos pés e uma habilidade ímpar. Ele é retratado com um caduceu nas mãos, aquele bastão com uma cobra enrolada que no Arcano nº 1 do Tarô se relaciona com o Mago, com o Conhecimento. O Mago representa o conhecimento, mas também principalmente a curiosidade e a vontade de aprender. Uma mente ágil e receptiva consegue fazer rapidamente uso do conhecimento teórico para colocá-lo em pratica nas ações diárias.


A criança, no seu terceiro estágio de vida após o nascimento (Áries) e a nutrição (Touro), inicia a interagir com o mundo à sua volta. Esta é a fase geminiana que coincide com o aprendizado das primeiras palavras, com a mobilidade dos olhos atraídos pelo objeto brilhante e móvel que gira sobre o berço. Somente as criaturas autistas têm uma ruptura nesta fase do desenvolvimento: eles não interagem com o mundo exterior e têm dificuldade de efetivar essa conexão física com o mundo exterior. Provavelmente um Mercúrio sem aspectos ou em posição difícil no seu mapa poderia explicar esse defeito, mas seria necessária uma pesquisa séria para fazer tal afirmação pois muitos seriam os componentes a serem examinados, inclusive o carma particular.


Mas voltando à nossa questão: de que adianta o conhecimento se não temos a sabedoria e não colocamos em prática nosso conhecimento em nossas acções? Estou falando do conhecimento espiritual, do conhecimento que procuramos compartilhar com vocês.


Eu imagino como seria se um dia levantássemos de manhã e começássemos, desde o primeiro bom dia, a espalhar simpatia, amor, carinho, sorrisos para todo lado! Eu imagino que isso seria capaz de contagiar pouco a pouco as outras pessoas à minha volta e que essas acções iriam se espalhando cada vez mais assim como o vento. Em pouco tempo, outras pessoas seguiriam seu exemplo, espalhando bom humor, alegria, sorriso e simpatia e isso faria uma grande diferença, não acha? Pois é uma boa idéia, mas difícil de pôr em prática. Costumamos ficar de mal-humor se a água do banho não está quente como gostaríamos, se a torrada está tostada demais, e esbravejamos com nosso vizinho que estacionou o seu carro na vaga ao lado e nos impede de sair tão rapidamente como gostaríamos, já que estamos atrasados como sempre.


Xingamos aquele que nos corta o caminho e não respeitamos nem as vagas prioritárias se vamos ao shopping (considerando-
nos espertos) e somos capazes de perder a paciência com a moça do caixa que está demorando para nos atender! Quando agimos assim estamos sob o domínio de nossos impulsos mais primitivos, exibimos o nosso pior lado. Não aquele da sabedoria de Hermes (nome grego de Mercúrio), mas aquele do animal que vive dentro de nós. Deste modo contribuímos para fazer de nosso planeta um lugar de selvagens e não um lugar agradável para se viver.


Mercúrio, segundo a astrologia, indica que tipo de inteligência e discernimento nós temos, como pensamos, como raciocinamos. Porém podemos ser inteligentes e usar esse potencial para o bem ou para o mal. A mesma inteligência pode ser usada para ludibriar, enganar, caluniar, fofocar e até a roubar. O astrólogo que vê Mercúrio retrogrado ou mal aspectado num mapa de uma pessoa, perceberá logo que quem está à sua frente é passível de ter problemas de raciocínio, de não conseguir expressar claramente seus pensamentos, tendo dificuldade de comunicar-se de forma clara. A pessoa pode ser experta para enganar outra pessoa, ou pode ser experta para sobreviver. Pessoas expertas e inteligentes não são necessariamente cultas e instruídas, mas sobrevivem.


Animais também possuem uma inteligência rudimentar capaz de fazê-los encontrar os meios de sobreviver. Eles até se comunicam, com sons ou gestos para serem compreendidos. Mas nós, não podemos usar nossa capacidade intelectual somente para sobreviver. Por essa razão e aproveitando as energias do mês de Gêmeos, devemos procurar ser bons exemplos com acções que façam a diferença.
Tendo em mente que nós, pequenos ser pensantes, somos parte da grande mente do Criador, tomamos consciência de que nosso comportamento pode contagiar quem encontramos pelo caminho. Lembre-se da Primeira Lei Hermética: Deus é mente, o universo é mental. Deus, o criador, o Todo, é mente e nós somos mente, feitos à Sua imagem e semelhança. Devemos, portanto, não somente escolher cada pensamento e cada palavra, mas também cada acto que faremos em nosso dia. Controlar os instintos e agir com carinho e compaixão a cada instante do dia é difícil, certamente, mas possível, não é?

Vamos tentar então? Se não fizermos um esforço não conseguiremos e de nada adiantará estudar, ler e se debruçar sobre tantos artigos e livros esotéricos! De nada adiantará estarmos em busca da espiritualidade: Saber não é fazer.


Essa semana e nas próximas, podemos procurar praticar boas ações, ter bom comportamento, agir com compaixão, servindo de exemplo para aqueles que nos rodeiam. Saiba fornecer um bom exemplo com suas próprias acções e deixe que o cosmos faça o restante!


Uma energia que pode nos ajudar a praticar é a energia do Gênio Cabalístico (Anjo) de nº 37, ANIEL, cujo salmo de oração é o de nº 79. Ele estimula a sabedoria e nos integra ao Todo.

As letras que compõem o nome de ANIEL são estas. Elas podem ser escaneadas com os olhos e integradas à nossa meditação.


YUD NUN ALEPH

Ler da direita para a esquerda
37. A visão do conjunto


Que a Sabedoria guie vossas ações essa semana e sempre!

A IGNORÂNCIA


A ignorância é um pé de uma árvore de fruto. Começa calada, pequena, subtil. Aos poucos vai crescendo, ganhando forma, vai ficando forte, cheia de raízes. Vai crescendo cada vez mais. Vai ficando cada vez mais forte e prepotente. Depois de algum tempo, começa a reproduzir-se. Nascem frutos da ignorância cujas sementes por sua vez serão plantadas em novas cabeças incautas.


A ignorância tem sido responsável por guerras e aniquilações, por discórdias e penosos processos de difamação. A ignorância é forte. A ignorância é fértil. Em seu nome a Humanidade pára. Verga-se a ela. Imobilizada para a evolução e para o conhecimento, travada por conceitos imbecis e desconexos, a humanidade anda hoje à mercê da lei do mais forte.


A cultura, a erudição, a experiência, a sensibilidade e o atrevimento são hoje mal vistos, pois apenas impera uma rainha flácida e choca, que não tem vértebras nem músculos, que nada sabe nem quer saber. Não sai da sua mesmice e contradiz tudo o que avança. Essa senhora imposta, pomposa e bárbara tem um nome. Tem uma cara. Manda em tudo. Em quase tudo. Chama-se ignorância e abafa tudo o que vê à frente. Essa senhora ouve mal, vê mal, mas ainda acha que é a dona do castelo. Brada aos céus na sua loucura.


A ignorância tende a desfazer-se com a elevação espiritual. Mas o mais grave da ignorância é o facto de quem a tem se julgar elevado. Assim, ficamos aqui à espera que essas pessoas se cruzem com seres de luz, e que os seus corações empedernidos se dignem, nem que seja por um instante, a sentir, a viver a experiência da elevação.


Essa é a boa notícia: um instante de elevação anula séculos de ignorância. Por isso é que te peço para não desistires. Divulga a mensagem, leva-me onde fores, estarei perto de ti, para que me sintam e vejam. Vamos tentar anular um pouco da ignorância do mundo através de palavras iluminadas e da energia do céu. O amor incondicional pode tudo, até lutar contra a ignorância.


"Este Jesus Cristo Que Vos Fala 2/ A Lógica do Céu e a Lógica da Terra",

Alexandra Solnado

O SEGREDO DA VIDA



Para conhecer o segredo da vida tens de ouvir o teu interior e aceitar as tuas limitações. Só avanças com alguma coisa quando sentires um impulso muito forte para o fazer – não porque o teu ego assim o quer para te afirmares ou teres mais poder, mas porque essa acção te preenche, te faz feliz.


Este é o segredo da vida: conhecer as minhas energias e respeitá-las, deixando de ficar à mercê dos desejos do ego, que pretendem sempre mostrar aos outros o quão fantástica uma pessoa é. Mesmo que não acredites nisso basta-te que o outro acredite. Todas as pessoas o fazem. Todas as pessoas querem que os outros sejam o termómetro do que elas próprias gostariam de ser. O outro achando que eu Sou quer dizer que Serei, pensam.


E o que é que acontece? Primeiro, passam a ficar dependentes do que as outras pessoas pensam deles. Vivem para os outros, passam o tempo a gerir a opinião que os outros têm de si. Vivem nas malhas da opinião alheia. Só Sou se disserem que Sou, pensam. Abominam as críticas. Quando alguém diz que são algo que não lhes agrada, acreditam ser verdade e revoltam-se, pois como dependem da opinião alheia, acham Ser isso que não lhes agrada. Para provar que não São, viram-se cada vez mais para fora numa tentativa vã de modificar a opinião que os outros têm sobre si. Fogem cada vez mais do seu interior. Desse interior vazio, escuro, hipersensível e dorido em que se tornou o seu peito.


Segundo, atraem todo o tipo de perdas na matéria. Acidentes, despedimentos, mortes, doenças. Todas as perdas servem para que compreendam que não é fora de si que encontram o seu verdadeiro «eu». Pelo contrário, é dentro, lá no fundo de si próprias, nesse lugar simultaneamente escuro e mágico, portal da sua vida eterna. Ao passar esse portal, encontram-se consigo. Encontram-se com Deus.

Este Jesus Cristo Que Vos Fala 2/ A Lógica do Céu e a Lógica da Terra,

Alexandra Solnado

sábado, 23 de maio de 2009

Petição pelo Reconhecimento da Psoríase como doença Crónica

Há 250 mil portugueses que sofrem de Psoríase.

É uma doença que não mata nem é contagiosa, mas é para toda a vida.

Aparece quase do nada! A pele fica vermelha, seca, começa a escamar e por vezes gretar. No rosto, no couro cabeludo, nas mãos, nas pernas, nas costas… Chega a atingir mais de 90% do corpo.
Temos ainda a artrite psoriática, que nos deforma as articulações, dá-nos dor e deita-nos numa cama em alguns dos casos.
Incomoda ao olhar. Na verdade, incomoda muito a quem olha mas incomoda muita mais a quem é olhado. Incomoda de tal forma que há doentes que nem querem sair de casa, quando os surtos aparecem. Há doentes que são despedidos. Há doentes que se suicidam. As implicações psicológicas que a Psoríase provoca são tão profundas que a taxa de suicídio dos doentes é anormalmente elevada.

Por não ser mortal nem contagiosa, a Psoríase é uma doença ignorada, vivida com vergonha, escondida pelos doentes e sofrida em silêncio. Apesar de ser uma doença tratada como crónica pelo médicos, vivida como crónica pelo doentes, não é reconhecida como tal pelo SNS.

Muitos são os doentes que agravam substancialmente a sua condição física e psicológica por não terem como aceder aos tratamentos. Os medicamentos tópicos que tratam a Psoríase e que são usados em mais de 70% dos casos, têm uma comparticipação que não ultrapassa os 37%. Se juntarmos a isto, os cremes, loções e champôs que são imprescindíveis para o tratamento da psoríase e não são comparticipados, os encargos com a terapêutica na maioria dos casos rondam os 2.000€ anuais e em alguns casos ultrapassa mesmo os 3.000 .

Aquilo que lhe peço, em nome dos 250 mil portugueses que sofrem de Psoríase, é que nos ajude para, em conjunto, encontrarmos forma de mitigar os efeitos desta doença que não mata nem é contagiosa, mas é para toda vida."

Assine esta Petição - www.peticao.com.pt/psoportugal

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Oração das Mulheres Resolvidas




Que o mar vire cerveja e os homens aperitivo,
que a fonte nunca seque,
e que a nossa sogra nunca se chame Esperança,
porque Esperança é a última que morre...
Que os nossos homens nunca morram viúvos,
e que os nossos filhos tenham pais ricos e mães gostosas!
Que Deus abençoe os homens bonitos,
e os feios se tiver tempo...

Deus...
Eu vos peço sabedoria para entender um homem,
amor para perdoá-lo e paciência pelos seus actos,
porque Deus,
se eu pedir força,
eu bato-lhe até matá-lo.

Um brinde...
Aos que temos,
aos que tivemos e aos que teremos.

Um brinde também aos namorados que nos conquistaram,
aos trouxas que nos perderam,
e aos sortudos que ainda vão conhecer-nos!

Que sempre sobre,
que nunca nos falte,
e que a gente dê conta de todos!
Amén.

P.S.: Os homens são como um bom vinho: todos começam como uvas e é dever da mulher pisá-los e
mantê-los no escuro até que amadureçam e se tornem uma boa companhia para o jantar.

terça-feira, 5 de maio de 2009

O MURO DOS BLOQUEIOS E O MURO DO SONHOS




Imagina que estás entre dois muros. Um dos muros representa os teus bloqueios. Os medos e dificuldades que tens em relação às coisas. Esse muro representa as certezas que tens em relação às coisas. Certezas provenientes de pensamentos que não mudam, mesmo depois de observar a realidade. Certezas provenientes da ilusão de que as coisas podem ser como vos dá jeito, para não terem de se confrontar com a realidade. Essa sim. Verdadeira, sem ilusões.

Esse muro é a tua fuga da verdade. Verdade essa que, se parasses de fugir dela, iria levar-te ao desfecho de todos os teus medos e ao início do caminho da abundância. A verdade leva à abundância. Se encarares a verdade, mais cedo ou mais tarde, os bloqueios serão dissipados e a abundância virá. A abundância está para lá do muro.

O outro muro é o muro que a pessoa cria para fugir do bloqueio. É um muro de expectativas, sonhos irrealizáveis, criados para desfocar o outro muro. Quantas pessoas vivem na ilusão de que o seu emprego não é assim tão mau, e na ilusão ainda maior de que um dia serão felizes? Se levares este exemplo para o casamento, para a família e para a sociedade, vais ver quantas pessoas se iludem em relação às conclusões dos acontecimentos com vista a não encarar a sua desintegração. É o muro do sonho. Em vez de se conectar com o seu sonho verdadeiro que é SER, ela vai desviar-se para o sonho de fazer e de ter.

Enfim, o ser humano continua hoje entre estes dois muros, o do bloqueio e o do sonho. E os muros estão cada vez mais apertados. O ser humano está entre eles, esmagado pelo seu próprio ego, que cria os bloqueios e os sonhos (as ilusões). O ser humano não tem muitas mais saídas.

Terá de subir. Ao encarar o muro dos bloqueios, ao aceitar ver e acreditar na realidade, muda o seu sistema de crenças. Passa a crer que tudo pode acontecer, e que não há certezas de nada, pois a matéria é constituída por caos.

Nesse instante, ao acreditar que tudo pode acontecer, entra em comunhão com o Universo, olha para cima e vem a mim. Nenhum muro fica de pé. O acto de ascender é de uma energia tal que toda a densidade cai por terra numa dança de energia final. E o homem ascendeu. E o homem provou que está à altura do seu criador.

A Alma Iluminada, Alexandra Solnado

A ENERGIA ORIGINAL



Só sabendo quem sou posso escolher, fazer as minhas escolhas utilizando o meu livre-arbítrio, sem o receio de que essas escolhas sejam contra a minha natureza e o caminho que vim trilhar na terra. Só respeitando quem sou e escolhendo de acordo, posso ilimitar os meus horizontes, ampliando cada vez mais toda a minha energia original.

Porque só a energia original se amplia. A energia do ego, aquela que acha que devo ser isto ou aquilo por me convir mais sê-lo, essa energia de defesa, de quem vibra pelo medo, não se amplia. Pelo contrário. Reduz, retrocede, remete para segundo plano.

Ser. Ser é a chave da questão. Se sou, se ouço o silêncio que mora em mim, torno-me invencível, pois a força vem de dentro, de uma capacidade que a fé tem de mover todas as montanhas, apenas pelo poder de quem acredita que as montanhas podem voar.

Todos os intermediários da Era de Peixes vos vieram fazer falar, rezar, cantar, «mantrar». Na Era de Peixes o silêncio só servia para servir Deus.
Na Era de Aquário o silêncio vem para servir o homem. Ao ouvir o seu próprio silêncio, o homem toma conta da sua vida na terra e nunca mais erra o caminho.

Como te disse uma vez, o vosso problema é que vocês acham que são o que pensam. Na realidade, vocês só são o que sentem. Quem pensa é o vosso ego e vocês não são o vosso ego. Esse não atravessa os séculos em busca da evolução.

Este Jesus Cristo que Vos Fala, Livro 3/ A Era da Liberdade,
Alexandra Solnado

A SOBREPOSIÇÃO DE ENCARNAÇÕES



A «Sobreposição de Encarnações» é o grande segredo agora revelado.
São energias que trazemos de vidas passadas que nos provocam determinados sintomas ou comportamentos. Vocês trazem uma energia extremamente viva de «lá de trás», que compromete todo o vosso ser actual e que não vos permite contactar com a vossa missão nesta vida.

Vocês só poderão estar inteiros nesta encarnação quando tiverem limpo toda a densidade viva do vosso interior. Essa densidade é proveniente de emoções mal resolvidas noutras vidas, que se mantêm no peito provocando bloqueios emocionais. É uma memória, sem dúvida. Mas o que te quero dizer é que é uma memória viva, que provoca comportamentos densos derivados do medo, e não permite que o ser se conecte com o que há de mais sagrado, que o poderia salvar.

Esse medo é uma emoção que noutra vida não se resolveu, a pessoa não aceitou, não compreendeu. Esse medo, essa densidade vaza de vida para vida, à espera de uma resolução satisfatória. Compreender os medos não chega. Há que retirá-los. Há que compreender o que se passou, mas, principalmente, há que perceber que essas memórias estão vivas dentro das pessoas, só à espera de que algo as despolete, para virem à superfície. Essa memória viva dentro de um ser chama-se «Sobreposição de Encarnações».

Mas imagina que existia uma técnica que conseguia retirar esse medo? Que conseguia limpar essa memória de tal maneira que essa pessoa poderia, enfim, ser quem é, parar de obedecer cegamente e passar a ter uma opinião acerca dos acontecimentos? Imagina uma técnica que retira a densidade de tal maneira que a pessoa não volta a sentir o medo?
Essa técnica é a «Limpeza das Sobreposições».

A Alma Iluminada, Alexandra Solnado