sexta-feira, 19 de março de 2010

O maior prazer de uma Mulher inteligente ...É fazer-se de idiota, diante de um Homem que se faz de inteligente!



O maior prazer de uma Mulher inteligente ...É fazer-se de idiota, diante de um Homem que se faz de inteligente!

terça-feira, 9 de março de 2010

Bionanotecnologia torna homem em Deus

Correcção

Bionanotecnologia torna homem em Deus (CORRECÇÃO)

Hoje
Bionanotecnologia torna homem em Deus (CORRECÇÃO)
No artigo publicado na edição de 8 de Março algumas afirmações do investigador Filipe Luig surgiram fora de contexto. Veja aqui a versão corrigida pelo especialista da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.
O texto corrigido surge assinalado a bold.
A afirmação está descontextualizada. A título de comparação, para demonstrar o impacto futuro da nanotecnologia, lembrei a assistência dos títulos dos jornais nos anos 80 e 90 quando a engenharia genética e posteriormente com a clonagem, era frequente ler afirmações do género “Man is playing God”. Sendo a nanotecnologia a manipulação atómica e sabendo que tudo é feito de átomos e com base no actual progresso exponencial podemos imaginar um cenário futuro em que certamente a haver jornais, os títulos seriam mais do género “Man is God”. Afirmar isto não é afirmar que a nanotecnologia nos vai transformar em deuses. É apenas uma analogia entre o impacto causado pela manipulação genética com o possível impacto causado por uma manipulação atómica que será claramente mais abrangente e determinante que a anterior.
Quem o assume ao DN é Filipe Luig, investigador da área da bionanotecnologia na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT-UNL), e que trabalha actualmente no fabrico de nano-sensores constituídos por silício e ADN.
O encontro decorreu à margem das X Jornadas de Análises Clínicas e Saúde Pública, que decorreram na sexta-feira e sábado na Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, onde o cientista foi falar sobre a sua investigação na área.
A nanotecnologia é a exploração quântica da matéria que pretende a construção de estruturas e novos materiais a partir dos átomos. No futuro, quando esta tecnologia estiver dominada pelo homem, tudo poderá ser feito, pois tudo é feito de átomos. "Poderá criar-se vida a partir de moléculas de água e ar", complementa Filipe Luig.
Não faço a mínima ideia se se pode ou não vir a sintetizar vida a partir de moléculas de água e ar. As moléculas de água e de ar têm a ver com o vídeo/documentário de animação computarizada em que inicialmente se introduz ar e água e no final da ?nanofactory? sai um computador. É um clip demonstrativo e de futurologia disponível na net no Google sob a designação nanofactory.
Foi o Prémio Nobel da Física de 1965, Richard D. Feynman, que pela primeira vez introduziu este conceito. A 29 de Dezembro de 1959, numa palestra dada no encontro anual da Sociedade Americana de Física, defendeu a hipótese de não existirem quaisquer obstáculos teóricos à construção de pequenos dispositivos compostos por elementos muito pequenos, os átomos. O investigador da FCT-UNL acredita que no futuro tudo será feito com a mesma base que os seres humanos: "Os nano-computadores serão construídos com ADN, como os humanos."
Para ajudar à evolução, estão as condicionantes que se atravessam na investigação informática. "Estamos a chegar ao limite da miniaturização dos chips de silício, usados nos computadores. Prevê-se que, daqui a 10 anos, iremos precisar de uma alternativa ao silício. Essa alternativa será o ADN", explica o investigador.
Estes nano-computadores irão fazer tudo o que os actuais fazem, com a respectiva evolução. Enquanto que, actualmente, a informação é transportada por electrões e transístores para a processar, será o ADN a encarregar-se desses processos. O avanço será tal que irá obrigar o Homem a tornar-se biónico. "Os processadores dos computadores irão ser tão rápidos e com tal capacidade que teremos de implantar chips biónicos no cérebro para que este consiga acompanhar a velocidade de processamento da máquina", diz Filipe Luig, fundamentado numa profecia feita em 1995, pelo presidente da Intel, Gordon E. Moore.
Não sei quem é o presidente da Intel. G Moore, foi co-fundador da Intel e nos anos sessenta, como disse na palestra, fez uma curva, hoje chamada de Lei de Moore. Essa curva foi projectada a pedido da     IBM para saber se do ponto de vista económico valia a pena investir em chips de silício. G Moore fez a curva para os seguintes dez-vinte anos, penso. Mas já mais recentemente outros investigadores de inteligência artificial como o Ray Kurzweil, extrapolaram sobre essa mesma curva e afirmam ser possível a inteligência artificial vir a atingir a capacidade de processamento do cérebro humano nos próximos 20 anos já que a Lei de Moore hoje se mantém verdadeira e aplicável.
Em 1995, relativamente à tal profecia ou profecias, foram pedidas umas previsões para o surgimento dos primeiros grandes paradigmas da nanotech como aplicações comerciais, como o eventual nano-assembler, como os nanocomputadores etc… mas nenhum deles era G Moore. Eles eram Brenner (especialista em nanotubos de carbono), Smalley (Nobel por ter co-descoberto o Carbono 60 / Buckyballs), E. Drexler etc..
Junto a tabela que apresentei relativamente à qual comentei que eventualmente fazendo uma recta dos mínimos quadrados para as previsões de todos estes autores será expectável obter uma aproximação mais real.
                              Birge      Brenner    Drexler     Hall         Smalley
nano-assembler:   2005      2025         2015         2010      2000
nano-computador: 2040     2040          2017         2010     2100
reparação celular: 2030     2035          2018         2050     2010
produto comercial: 2002    2000          2015         2005     2000
leis-nanotech:        1998    2036          2015         1995     2000
"A Lei de Moore diz-nos que a capacidade de processamento dos chips duplica a cada 18 meses e estes diminuem de tamanho na ordem inversa."
Aliás, "prevendo a evolução da humanidade ao ritmo que actualmente temos, nos 90 anos que faltam para o fim do século iremos evoluir 20 mil anos", acrescenta.
Não diria evoluir mas sim progredir tecnologicamente. O homem irá compactar num século milhares de anos de progresso tecnológico tendo como fundamento o progresso exponencial ao rácio actual. Evoluir é uma coisa. Progredir tecnologicamente é outra. 
5 PERGUNTAS A FILIPE LUIG
A bionanotecnologia será a base de tudo no futuro?
No futuro tudo será feito pela biotecnologia. Iremos colocar partículas de água e ar numa máquina e, com a desconstrução e construção de átomos, sairá de lá um computador todo feito em ADN. Os chips integrados, ou de silício, bem adoptados pela IBM, estão a perder a sua capacidade. Iremos chegar a uma altura em que iremos necessitar de mais processamento e armazenamento em menos espaço. O silício vai se esgotar e iremos precisar de outro material. Entra em cena o ADN, que a nanotecnologia está a desenvolver.
ver vídeo
O computador que de lá sai não é de DNA. O vídeo é uma demonstração das possibilidades da nano e do seu impacto.
A computação de DNA é uma possibilidade futura bem como a computação quântica. Isto porque a miniaturização física do silício está de facto a atingir o limiar. As alternativas podem ser o DNA porque à imagem da natureza, o DNA serve para processar e armazenar a informação. Desde o inicio dos anos 90 que se exploram as capacidades de computação da molécula de DNA nesse sentido ver dna computing no Google. O DNA é um excelente nanomaterial. A sua versatilidade e flexibilidade demonstram-no.
   
Quais irão ser as vantagens do ADN em relação à tecnologia actual?
O ADN tem uma excelente estabilidade química que, aliada à rigidez mecânica e capacidade condutora, faz dele um excelente material para se usar.
Que outros materiais estão a ser desenvolvidos pela nanotecnologia?
Os nanotubos de carbono, que são formados por átomos de carbono. Possuem alta resistência a tensão mecânica, como um diamante, e são bons condutores ou semi-condutores, especialmente de calor.
Que uso poderá ter este material?
Já se fala que daqui a uns anos vai sair um telemóvel flexível feito deste material. Será ainda, por exemplo, possível comunicar com doentes em coma, por via destes tubos e enviar informação pelo próprio ADN.
Existem interfaces neuro-electrónicos em que via nanotubos de carbono se estimularam células nervosas em culturas de neurónios de rato. A ideia passa por possibilitar um despoletar do potencial de acção responsável pela ocorrência de sinapses. Não há aqui DNA envolvido. É um estímulo electrónico que se pensa poder ser usado em doenças como Parkinson e Alzheimer. Apresentei uma publicação que sustenta a ideia de que o casamento biofísico é cada vez mais uma realidade. Fonte: Interfacing Neurons with Carbon Nanotubes: Electrical Signal Transfer and Synaptic Stimulation in Cultured Brain Circuits, Andrea Mazzatenta,1
apenas para exaltar a máxima de que a intimidade entre um mundo vivo e um artificialmente concebido por nós  está cada vez mais estreitada tendo isto só por si, logicamente outra vez uma série de implicações que não cheguei a discutir, como realçei na palestar, não faziam parte do âmbito discutido.
Se a velocidade de processamento vai aumentar e a tecnologia vai colocar elementos no nosso corpo, quais serão as consequências?
No futuro iremos ser mais biónicos, com circuitos electrónicos instalados no nosso cérebros que irão funcionar em conjunto com o nosso ADN. A evolução das máquinas irá obrigar a que o homem se torne ele, também, em algo que pode ser modificado. Acredito que poderemos assistir, dentro de 100 anos, ao nascimento da próxima evolução do homem: o cyber sapiens.
Não é minha a teoria como é óbvio mas se nos mantivermos neste rácio de progresso tecnológico será cada vez menos ficção científica um dia de facto nos tornarmos 100% biónicos. Muitos são os autores que consideram a possibilidade do homem cibernético e chamam a isto a teoria do ciber sapiens. (ver Kurzweil AI).

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

2º Rali De Barcelos Ultima Especial noite parte 1

Altamente!!!!
Em especial o minuto 2,40s em que o carro 98 é conduzido pelo piloto Valter e a fisioterapeuta Inês Ponte, sendo um carro adaptado e o 1º a participar num rali desta natureza!!
É assim mesmo, menino e menina, estou muito orgulhosa de vocês!!! 

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Mais um amor louco

 

Na vida e na morte,
na brisa que te acende a manhã,
tocas no meu sorriso,
vibras no meu olhar,
e enquanto passo queres-me poço de desejo,
 
Mas eu não te vejo,
não te pressinto,
desapareces e apareces.
Voas estontantemente por locais que passo,
deixas toques de ti em mim,
e voltas a desaparecer,
a saber que ficas te bem em mim,
bem na minha mente,
que te descortina a blusa
que te percorre os seios,
que faz arrepiar com o breve deslizar
dedos de pianista,
que te tocam,
que te enlouquecem,
dizes - me louco...
 
a mim que sou mármore branco em terra preta...
e quando és tu a louca por me querer enlouquecer.
 
Depois de doido, será na loucura que vais viver...
loucura de sentidos,
loucuras sensuais, de quem pressente...
que é no sentir...
dos corpos e das almas...
que os sonhos se tocam...
e as vidas se unem.

By Alexander the Poet


O Abraço da Solidão

 

A desistência no olhar,
e a vida que se esfuma em segundos...
segundos que me matam a alma,
a vida...
 
naquelas brumas em que me perdía
e encantava no teu olhar,
no agora...
 
nesta loucura que me envolve e
em que se enche o meu redor,
simplesmente existo,
num existir de um infinito que me dói...
 
hipnotizo-me na minha dor,
ela que nesta explosão de sentidos que correm à minha volta,
me abraça na minha solidão.


By Alexander the Poet

Memórias do Tempo



Brumas... são ela a nossa sina...
sinais de tempos,
sinais de vontades,
sinais de karmas encontrados e perdidos,
em corações despedaçados em memórias...

vivemos nós nessas brumas que te iluminam,
no frio destas noites,
em sensibilidades distorcidas,
sensibilidades em que pernoitas no colo de alguem,
só porque ele tem o que alguém não tem.
Precisas das minhas mãos para te aconchegar,
e do pulsar do meu coração para te aquecer,
mas mais que tudo...

precisas do brilho dos meus olhos,
para na sina destas frias noites...
sintas que nas trevas que são sombras,
vivem sombras de vidas,
e nas vidas que te aconchegam...
ainda residem residuos de magias,
de ontem, hoje e de quem sabe...
de amanhã.

Magias que não existem...
mas persistem nas nossas memórias do tempo.



By Alexander the Poet

domingo, 24 de janeiro de 2010

Satisfação sexual feminina






Contrariamente ao passado, a mulher actual quer uma sexualidade plena, que não se restrinja ao acto mecânico da penetração ou da exclusiva satisfação masculina de outros tempos.

Na mulher adulta, a plenitude sexual divide-se em três fases complementares: o desejo, a excitação e o orgasmo. Assim, muito mais do que uma satisfação fisiológica, o acto sexual deve ser um momento de amor dividido com quem se ama, uma actividade envolta em erotismo e não em pornografia. É nessa procura que, muitas mulheres ou sofrem o desencanto da sexualidade ou procuram parceiros capazes de lhe dar esse prazer.

Isto porque, para a mulher é fundamental amar e ser amada e, essa expressão afectiva resulta num acto pleno de trocas e carícias que percorrem o corpo, os sentidos e se projectam num momento intenso de prazer.

A falta de desejo e interesse pela actividade sexual pode então ter várias causas: factores hormonais, dores na penetração pela falta de excitação e lubrificação, timidez, medo de dizer ao companheiro, falta de desejo pelo parceiro, pouca coragem para melhorar a sexualidade ou ter um parceiro possessivo e pouco aberto ao diálogo e à mudança.

Muitas vezes, o acto individualista do homem se concentrar no seu prazer e de descurar a mulher, inibe-o de descobrir outras formas de prazer para si e para ela, já que muitos homens desconhecem o mundo feminino e as suas potencialidades. As fantasias do homem esgotam-se no cumprimento de filmes, revistas, posições infinitas e não contemplam o prazer de cada momento.

A mulher quer novidade, mas intensidade e entrega do parceiro; cada posição requer gestos afectivos e amor. Quer que ele a dispa de preconceitos e sabedorias ancestrais e que vivam em conjunto a descoberta do corpo, do que lhes dá mais excitação e prazer, que façam fantasias e que recriem os momentos para elas.

Na sociedade moderna, o conhecimento da sexualidade e o diálogo com o parceiro constituem aspectos decisivos para uma sexualidade que é distinta entre homens e mulheres. A condição adulta feminina requer compreensão, tempo, partilha e a sensação de que o parceiro está no acto para que o prazer seja de ambos.

Tal como o homem não é um objecto de prazer que deverá estar sempre disposto a cumprir um acto leviano, igualmente a mulher não o aceita dessa forma.

O homem tende a mostrar-se impotente aquando não pode cumprir a sua função de macho como deseja e como lhe foi instituído, pelo que a mulher, muitas vezes, arranja desculpas para fugir à sexualidade, pois esse estilo já não se enquadra nas suas expectativas.

Eis pelo que a sexualidade na era moderna não é satisfatória como seria desejado. No fundo, o essencial é que ambos desenvolvam competências actualizadas e capazes de conferir a plenitude sexual que, sem dúvida é um ponto de união na conjugalidade.

A mulher tem fantasias sexuais, quer desejar e ser desejada e considera-se interessante na intimidade. Por natureza, leva mais tempo para se excitar e para que tal aconteça, precisa de se sentir atraída pelo companheiro, que ele a acaricie, que seja criativo nos preliminares e sem pressa para chegar à penetração, exige o orgasmo que é uma vitória da cultura moderna.

Os estudos relativos à sexualidade mostram que, contrariamente aos homens, só uma parte das mulheres se sentem satisfeitas na sexualidade, o que revela um pouco desenvolvimento intelectual e cultural do homem em muitas civilizações, mas também o silêncio das mulheres que aceitam a frustração de uma sexualidade pobre e pouco gratificante.

A necessidade de inverter esta tendência prende-se com a informação que deverá passar dos meros filmes porno ou livros que, só alimentam o lado animalesco masculino, em que se privilegia o acto mecânico da penetração, as posições que, muitas vezes, são meras descompressões de prazer avulsas e bruscas, para um olhar atento da companheira que se tem ao lado.

O homem deverá interessar-se pelo prazer da mulher, pela forma como se excita e atinge o orgasmo, pois caso contrário, terá um objecto de prazer a curto-prazo, do qual se cansará em pouco tempo e vislumbrará a troca.

Por outro lado, a mulher também tem um papel decisivo: ajudar o homem a satisfazê-la, partindo do pressuposto de que ele não sabe e ensiná-lo. Neste aspecto, também os media podem ter um papel importante, pois difundir outras formas de viver a sexualidade, funcionará como um acrescento cultural necessário e capaz de contrapor as ideias anteriores do “animal feroz” na cama, que se acha o máximo e que cumpriu o Kama Sutra, mesmo sem que a mulher se tenha apercebido!

A sexualidade feminina não começa nem se esgota na cama, já que a vida diária pode ou não excitá-la para o acto de prazer. A mulher valoriza a convivência, a comunicação entre o casal, o apoio, o afecto e a entrega do parceiro no relacionamento.

Sem esses requisitos, dificilmente manterá uma sexualidade satisfatória, pois é uma questão biológica. Se o passado nos deu uma ideia errada da mulher, cabe ao presente repor a verdade, pois afinal, tudo mudou e é preciso aceitar os novos desafios, por uma sexualidade plena.

A mulher levou uma história para tentar inverter a sexualidade masculina, agora deverá fazer a história da satisfação feminina!

Maria Gomes

sábado, 23 de janeiro de 2010

Uma visita virtual, mas linda, ao Mosteiro dos Jerónimos


Para todos vocês...



My Redeemer Lives - Team Hoyt


 NÓS NÃO DAMOS VALOR À VIDA!!! 
AQUI ESTÁ UM GRANDE EXEMPLO  COMO DEVEMOS DAR VALOR A TODAS AS PEQUENAS COISAS... E FORÇA DE VONTADE PARA AVANÇAR E LUTAR PELOS NOSSOS SONHOS...
DEVÍAMOS SER TODOS COMO ESTE PAI! 




 Uma história verdadeira
 
 Um dia o filho pergunta ao pai:
 
"Papá, vens correr comigo a maratona?"

 O pai responde que sim, e ambos correm a primeira maratona juntos.
 Um outro dia, volta a perguntar ao pai se quer voltar a correr a maratona
 com ele, ao que o pai responde novamente que sim.
 Correm novamente os dois.
 Certo dia, o filho pergunta ao pai:
 "papa, queres correr comigo o Ironman? (O Ironman é o mais  difícil...exige nadar 4 km, andar de bicicleta 180 km e correr 42 )
 E o pai diz que sim.
 Isto é tudo muito simples...até que se vejam estas imagens...fantástico!

QUE GRANDE HOMEM... QUE GRANDE PAI...






quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

NAS ASAS DO PENSAMENTO






A maior parte das gaivotas não se querem incomodar a aprender mais do que os rudimentos do voo, como ir da costa à comida e voltar (casa-emprego, emprego-casa).  Para a maior parte das gaivotas, o que importa não é saber voar, mas comer, como de resto a maior parte dos seres humanos. Porém,  para esta gaivota, o mais importante não era comer, mas sim voar, saber mais, conhecer mais 'alto'.
      

Mais que tudo, Fernão Capelo Gaivota (o ser livre em nós) adorava voar.  Mas, como veio a descobrir, esta maneira de pensar e de ser diferente não o fazia muito popular entre as outras aves, em especial os 'chefes do bando'  que observavam desconfiados.  Até os próprios pais se sentiam desanimados ao verem que Fernão passava os dias sozinho, a experimentar, a cogitar, fazendo centenas de voos...
      

Não sabia porquê, mas, por exemplo, quando voava sobre a água a uma altitude inferior ao comprimento das suas asas abertas, conseguia manter-se no ar durante mais tempo e com menos esforço. Os seus voos não acabavam com o habitual mergulhar de patas abertas no mar, mas com um pousar leve, de patas bem unidas ao corpo. Quando começou a pousar em pé sobre a praia e depois a medir o comprimento da aterragem, os pais ficaram deveras preocupados.
      

 
                     -Porquê? Fernão, porquê? - perguntava-lhe a mãe - Por que não podes ser como o resto
                      do bando?  Por que não deixas os voos rasos para os pelicanos e para o albatroz?  
                       Por que não comes? Filho, és só penas e osso!
   

                    -Não me importo de ser apenas ossos, mãe. Só quero saber aquilo que consigo fazer no ar, 
                      e o que não consigo, mais nada.  Só quero saber. 


                    -Ouve lá, Fernão  - disse-lhe o pai com bondade -  O Inverno aproxima-se. Haverá poucos
                     barcos e o peixe das superfícies irá para zonas mais profundas. Essa história dos voos está 
                     muito bem, mas sabes que não te podes alimentar só disso. Se tens mesmo de estudar, então
                     estuda a comida e a forma de a conseguir. Não te esqueças que a razão por que voas é comer.
 


Fernão baixou a cabeça, obediente. Durante os dias seguintes tentou comportar-se como todas as outras gaivotas, tentou mesmo a sério, disputando com o resto do bando a comida dos pontões e dos barcos de pesca, mergulhando para apanhar pedaços de peixes e pão. Mas não conseguiu.


"É tão inútil", pensou, deixando cair deliberadamente uma anchova, que lhe custara bastante a apanhar, aos pés de uma velha gaivota que o perseguia.  "Poderia ter passado todo este tempo a aprender a voar"...


          E há tanto para aprender!               

                                  
                                                                 


                        Richard Bach,  Fernão Capelo Gaivota